Terça-feira, 31 de março de 2026
Opinião

Eleições do Rio: existe mundo além de Cláudio Castro e Eduardo Paes

STF analisa processo que pode mudar a eleição no Rio

Por Fabrício Freitas
31/03/2026 às 18h45

Julgamento coloca em dúvida eleição indireta e cenário político / Foto: Reprodução

As eleições de 2022, que ainda não acabaram no Estado do Rio de Janeiro, depois do Tribunal Superior Eleitoral, agora enfrentam uma batalha no Supremo Tribunal Federal, no julgamento do processo número, de relatoria do ministro Cristiano Zanin. Se não houver pedidos de vista, o processo deverá ser julgado pelo plenário físico da Suprema Corte em 08 de abril.

Mas a mídia corporativa trata a sucessão do Rio como se existisse apenas o grupo político de Cláudio Castro e Eduardo Paes. Existem outras forças políticas que podem e devem participar do processo eleitoral.

A eleição indireta é impraticável. O Poder Legislativo do Estado já provou que não tem a menor competência para conduzir esse processo. A prova disso é que foi feita uma eleição sem a garantia sequer do devido processo legal, que foi anulada pelo TJRJ.

O nível de escolaridade na Alerj é muito baixo. Infelizmente, foi a escolha do eleitor em 2022. A eleição que foi feita contaminou o processo pela via indireta. Se foi feita de forma proposital é outro assunto.

Pela via direta, não teríamos prazo razoável para a Justiça Eleitoral preparar duas eleições nesse período, em razão do próprio calendário eleitoral que está em curso. Também corremos o risco de o que está ruim ficar ainda pior.

Nesse caso, iríamos dar aos grupos de Castro e Paes indevidos privilégios pela via indireta, conferindo a ambos um terceiro mandato. Tanto Cláudio quanto Paes já estão na reeleição.

Paes aparece como favorito em pesquisas eleitorais, sempre encomendadas por André Esteves, sócio do irmão Guilherme Paes, ainda que de forma indireta. Foi assim em 2018, quando perdeu para Wilson.

Há uma expressão interessante que diz: quando não sabemos para onde ir, a melhor saída é ficar parado. Já temos um encontro com as urnas em outubro.

Não existe, no caso, tanto dano irreparável inverso em postergar a eleição de governador e vice para outubro, porque ficamos com um governo ilegítimo por quase três anos e sequer estamos reclamando. Podemos, portanto, manter o presidente do TJRJ, desembargador Couto, no exercício do Executivo até 31 de dezembro de 2026.

Cláudio Castro jogou com o regulamento debaixo do braço, mas esqueceu da Justiça, que, no caso, é a última a falar.

Esse cidadão, como nosso representante no Estado, foi diretamente ao presidente dos Estados Unidos para levar relatórios da segurança pública do Rio, sem usar as vias diplomáticas, tamanho o seu despreparo para o cargo.

Os navegantes que tentarem a disputa pelo Palácio Guanabara pela via direta, em outubro, terão que enfrentar as empresas que receberam e ainda recebem anistia fiscal do Estado, fundo partidário, emendas parlamentares e outros favores não republicanos daqueles que ocuparam o poder.

Tratamos de assunto análogo no site no dia de ontem (AQUI).

Fonte: Fabricio Freitas

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