Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Opinião

O escândalo do banco Master e uma grande lição de um empresário de Campos

Uma história do interior ajuda a entender poder, dinheiro e consciência

Por Fabrício Freitas
30/01/2026 às 16h04

Nem tudo se resolve com dinheiro. Uma história de Campos ajuda a colocar o caso Banco Master em perspectiva / Foto: Reprodução

O escândalo do banco Master que está fazendo a república tremer se torna mais difícil com a prepotência dos banqueiros em procurar comprar uma narrativa para ficar bem na foto. Todo mundo que fez negócio com o banco Master está enrolado. No mínimo vai ter que dar muita explicação. Jamais vão ter o mesmo sono. Se alguém acha que está se escondendo? Esqueça.

A melhor situação de pacificação nesse tipo de julgamento aconteceu em Campos, lá pelos anos 90: um dos grandes empresários do estado e do Brasil na época, que comandava um conglomerado de empresas na cidade e em quase todos os estados da federação, foi instado por um funcionário, que o esperava ao chegar à empresa. Eis o problema: o cidadão era motorista há muitos anos de uma das suas empresas de transporte de produtos perigosos e teria se envolvido em um pequeno desvio de mercadoria que transportava.

Houve a falta e ele foi demitido por um dos diretores. Estava, portanto, desempregado naquela época. Mas foi pedir uma nova chance, agora àquele que era o dono do negócio. O empresário fez breves perguntas ao motorista e, em seguida, mandou ele voltar ao serviço e, por consequência, revogou a demissão do diretor.

Mas quando ele foi fundamentar a decisão para o chefe do RH é que foi importante. Ele disse que: quem era ele para julgar o motorista pelo suposto desvio, vez que ele entendia que não era nenhum exemplo para segregar o motorista e, por isso, poderia dormir melhor.

Enfim, é preciso que pessoas que, por ter dinheiro e que acham que são ricos, façam uma reflexão. Esse é o caso dos banqueiros da Febraban no Brasil. Atropelam todo mundo. Bloqueiam conta salário de aposentados na justiça, quando são cobrados apresentam uma carta de fiança e simplesmente não pagam. Essa é a regra do Código de Processo Civil de 2015.

Pediram a autonomia do banco central e, agora, querem colocar o governo federal na fofoca do Master. Querem autonomia, sem responsabilidade? Esse negócio de pagar narrativa não vai resolver nada. É preciso apurar tudo. A bronca é muito grande.

Daniel Vorcaro é e será sempre banqueiro. E não é do jogo do bicho. Onde foi parar esse dinheiro? Quais foram os destinatários finais desses recursos? A federal tem como chegar a todos. O juiz ou Ministro Relator tem pouca importância, porque os requerimentos vêm da polícia e do ministério público federal. É muito difícil a autoridade judiciária indeferir.

A narrativa de tentar emparedar Ministros ou juízes é furada. Esse pessoal da mídia deveria, antes de cobrir os tribunais, procurar o mínimo de conhecimento jurídico. Como o Merval Pereira. Não sabe nada e ainda quer criticar ministros da Suprema Corte do país e pedir afastamento. Sem o mínimo preparo para isso.

O ministro ou juiz não investiga. O titular da ação penal é o ministério público. Para a mídia corporativa, o sigilo só deve ser colocado se for para esconder tretas de banqueiros sujeitos a indulgência plenária do veículo. Vamos aguardar, quem viver verá.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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