Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Opinião

Site regional sob suspeita de fraude digital pode ter que devolver recursos públicos

Caso pode envolver contratos com prefeituras e governo estadual

Por Fabrício Freitas
16/02/2026 às 17h40

Crescimento artificial pode gerar responsabilização judicial. / Foto: Reprodução

Há algo de profundamente errado quando um site regional, de alcance historicamente modesto, passa a exibir números de audiência e relevância digital que desafiam qualquer lógica orgânica. Crescimento verdadeiro é lento, construído com conteúdo e confiança. O que se vê, neste caso, tem todos os sinais de fabricação de métricas.

No ambiente digital, isso não é mistério nem inovação. É manipulação. Compra de backlinks, redes artificiais de links, tráfego inflado e algoritmos enganados. Prática conhecida, condenada pelas plataformas de busca e reprovada por qualquer profissional sério de comunicação.

Mas o problema vai muito além da trapaça técnica.

Quando números inflados são usados para fechar contratos de publicidade institucional, vender espaços a órgãos públicos e justificar repasses, deixa de ser apenas marketing agressivo. Passa a ser possível fraude contra o poder público.

Audiência falsa vira dinheiro verdadeiro.
E dinheiro público obtido com base em ilusão é matéria clássica de ação judicial.

Já está em fase de preparação uma ação popular que deverá ser protocolada pedindo a apuração dessas práticas e a devolução de recursos públicos recebidos mediante a apresentação de métricas artificialmente infladas a prefeituras e ao governo estadual.

Não se trata de censura, nem de disputa comercial. Trata-se de proteger o erário e a concorrência justa.

Quem manipula alcance para captar verba pública não está competindo, está enganando.

Relatórios técnicos, levantamentos de perfil de links e análises de tráfego já circulam nos bastidores. E, como sempre ocorre nesses casos, o rastro digital é mais falante do que qualquer discurso defensivo.

Transparência é obrigação de quem recebe dinheiro público.
Credibilidade não se compra em pacote de backlinks.

Se confirmadas as irregularidades, o caminho será claro: revisão de contratos, responsabilização civil e devolução dos valores.

No jornalismo, como na política, números falsos costumam durar pouco.
A conta, essa, sempre chega.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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