Um texto que circula nas redes sociais e aplicativos de mensagem, especialmente no WhatsApp, com o título “Declaração de Ocorrência”, revelou detalhes de um novo embate entre o secretário municipal de Segurança e Ordem Pública, coronel da PM RR Rodrigo Ibiapina, e o ativista político Charles Rodrigues de Carvalho Sciammarella, mais conhecido nas redes como Fiscal do Povo ou Charles Guerreiro. O Ururau teve acesso ao conteúdo do documento.
De acordo com o texto, Ibiapina registrará oficialmente a ocorrência na Polícia Civil na terça-feira, 02 de setembro, acusando Charles de perturbar fiscalizações, incitar motoristas contra agentes e prestar informações falsas durante operações de trânsito.
No documento que circula, o coronel relata que Charles comparece de forma reiterada às blitzes, sempre acompanhado de cinegrafista, invadindo a área de segurança e prestando informações distorcidas às pessoas abordadas.
Segundo Ibiapina, a conduta do ativista induz cidadãos a resistirem às ordens legais, comprometendo a eficácia das operações que têm como objetivo retirar de circulação veículos irregulares, roubados, furtados ou adulterados.
O coronel destacou ainda que todos os dias cerca de 15 pessoas acidentadas em motocicletas dão entrada no Hospital Ferreira Machado (HFM) e que 80% dos crimes no estado são cometidos por veículos adulterados ou sem documentação. “Essas blitzes são para garantir a segurança da população e do trânsito, não para prejudicar ninguém”, afirmou.
Ibiapina enquadrou a postura de Charles em possíveis crimes de desacato (art. 331 do Código Penal), incitação ao crime (art. 286), desobediência (art. 330) e perturbação de serviço de utilidade pública (art. 265 do CTB). Ele pede que a Polícia Civil analise as imagens produzidas pelo próprio Fiscal do Povo e adote as medidas cabíveis.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Charles Sciammarella, o Charles Guerreiro, voltou a criticar a postura do secretário durante a blitz da última sexta-feira (29), quando duas pessoas foram presas por desacato. O Ururau ouviu Charles, que afirmou que Ibiapina agiu com “rispidez” e questionou a ausência de ordem de serviço formal para a operação, levantando dúvidas sobre a legalidade da fiscalização.
“As autoridades precisam ter paciência e controle emocional para lidar com essas situações. A população merece respeito e respostas claras. Não se pode agir de forma arbitrária”, declarou.
Charles garante que continuará acompanhando as operações, cobrando respeito à lei, dignidade no tratamento ao cidadão e mais transparência.
Enquanto a Secretaria de Segurança reforça que as blitzes têm amparo no Código de Trânsito Brasileiro e buscam reduzir acidentes e combater crimes, o Fiscal do Povo – ou Charles Guerreiro – mantém o discurso de abuso de poder e falta de transparência.
A Prefeitura destaca que criou uma Ouvidoria e uma Corregedoria da Guarda Municipal, para que qualquer denúncia de excesso ou abuso seja formalizada e gere abertura de procedimento administrativo.
A Polícia Civil deve analisar a ocorrência que será registrada por Ibiapina e decidir se instaura inquérito para apurar formalmente as acusações contra o ativista.
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