Mais de uma década após um dos casos criminais mais emblemáticos do país, a defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes voltou a provocar o Judiciário ao requerer cópias integrais dos laudos periciais e autorização para contraprovas técnicas produzidas durante a investigação do desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio.
O novo movimento ocorre após o reaparecimento de registros relacionados a um passaporte emitido em nome de Eliza Samudio, encontrado em Portugal. O fato passou a ser explorado pelos advogados como elemento para questionar a robustez do conjunto probatório que levou à condenação do ex-atleta.
Um dos crimes mais marcantes da história recente
Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 após ter se envolvido em uma disputa judicial com Bruno Fernandes, à época goleiro do Flamengo, envolvendo o reconhecimento de paternidade de um filho. As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais apontaram que Eliza foi vítima de homicídio, mesmo sem a localização do corpo, algo juridicamente possível quando há provas materiais e testemunhais consistentes.
Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. A sentença foi confirmada em instâncias superiores, tornando-se definitiva.
O que a defesa está questionando agora
Segundo apuração exclusiva, a defesa protocolou pedidos formais solicitando acesso integral aos laudos periciais originais, autorização para reanálise técnica por meio de contraprovas e esclarecimentos sobre documentos internacionais relacionados ao nome de Eliza Samudio.
O principal argumento é que o surgimento de registros vinculados a um passaporte em Portugal, ainda sem confirmação oficial de uso ou autenticidade prática, poderia indicar fragilidades na cadeia de provas, especialmente no que diz respeito à materialidade do crime.
Especialistas ouvidos reservadamente avaliam, porém, que a existência de um documento não equivale à comprovação de vida e tampouco invalida automaticamente uma condenação transitada em julgado.
Juridicamente, o que isso significa
Do ponto de vista técnico, pedidos de contraprovas não anulam sentenças de forma automática. Para que haja qualquer revisão, a defesa precisaria demonstrar a existência de fato novo relevante, erro técnico comprovado nas perícias ou violação ao contraditório e à ampla defesa à época do julgamento.
Até o momento, nenhuma autoridade judicial confirmou reabertura formal do caso. Os pedidos tramitam como incidentes processuais e não produzem efeito suspensivo sobre a condenação.
Caso continua encerrado para a Justiça
Fontes ligadas ao Judiciário ressaltam que o caso Bruno Fernandes é considerado juridicamente encerrado, com culpa reconhecida por júri popular e decisões confirmadas em instâncias superiores. Movimentos como o atual são comuns em condenações de grande repercussão e, na maioria das vezes, não prosperam sem provas novas e consistentes.
Ainda assim, o reaparecimento de documentos e a estratégia adotada pela defesa voltam a lançar luz sobre um crime que marcou o Brasil, levantando debates sobre prova pericial, revisão criminal e os limites entre narrativa jurídica e fato comprovado.
A reportagem segue acompanhando o andamento dos pedidos e eventuais manifestações oficiais da Justiça brasileira e de autoridades portuguesas.
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