Sexta-feira, 20 de março de 2026
Polícia

Deputado é denunciado em operação contra lavagem de dinheiro e jogo do bicho no RJ

Parlamentar é citado em investigação que envolve imóveis ligados a ex-miliciano

Por Fabrício Freitas
20/03/2026 às 08h42

Operação apura lavagem de dinheiro e uso de bens ligados à milícia / Foto: Reprodução

Uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro colocou no centro das investigações um deputado federal suspeito de envolvimento indireto em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e à atuação de organização criminosa com origem na milícia.

A ação, batizada de Operação Legado, teve como foco a estrutura financeira que teria sido mantida por integrantes do grupo ligado ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, morto em 2021. Ao todo, foram expedidos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão, além da denúncia formal contra 19 pessoas.

Estrutura criminosa e lavagem de dinheiro

As investigações apontam que o grupo atuava em diferentes frentes, incluindo a exploração do jogo do bicho na Zona Sul do Rio e a ocultação de patrimônio por meio de terceiros. O material reunido pelos promotores indica a existência de um sistema estruturado para movimentação e dissimulação de recursos ilícitos.

O trabalho técnico envolveu análise bancária detalhada, com rastreamento de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. A apuração foi conduzida por órgãos especializados no combate à lavagem de dinheiro, com cruzamento de dados fiscais e patrimoniais.

Venda de imóveis após morte de Adriano

Um dos pontos centrais da denúncia envolve a negociação de propriedades que, segundo o Ministério Público, pertenciam de fato a Adriano da Nóbrega, embora estivessem registradas em nome de terceiros.

Após a morte do ex-miliciano, os imóveis avaliados em cerca de R$ 3,5 milhões teriam sido vendidos pela viúva Julia Lotufo ao deputado federal Rogério Teixeira Júnior, conhecido como Juninho do Pneu, do União Brasil.

O parlamentar foi incluído na denúncia apresentada pelo Ministério Público, mas até o momento não é alvo de mandados de prisão ou de busca e apreensão. A investigação busca esclarecer se houve conhecimento da origem dos bens no momento da transação.

Fonte: Fabricio Freitas

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