Sábado, 11 de abril de 2026
Polícia

Ex-PM é condenado por homicídio triplamente qualificado na morte de Fernando Iggnacio

Júri popular decide condenação de ex-policial ligado ao assassinato de herdeiro de contraventor

Por Fabrício Freitas
10/04/2026 às 18h23

Rodrigo Silva das Neves foi condenado em júri popular no Rio de Janeiro / Foto: Divulgação/TJRJ

Rodrigo Silva das Neves, ex-policial militar que estava preso desde 2021, foi condenado pelo crime de homicídio triplamente qualificado em julgamento realizado esta semana no Rio de Janeiro. Ele foi acusado de participação direta na morte de Fernando Iggnácio, bicheiro e genro do contraventor Castor de Andrade, executado em novembro de 2020.

Contexto do crime e envolvimento do ex-PM

Fernando Iggnácio foi assassinato em uma emboscada quando desembarcava de um helicóptero no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da capital fluminense. As investigações apontam que a morte foi encomendada por Rogério Andrade, apontado como um dos maiores bicheiros do Rio e sobrinho de Castor de Andrade. O ex-policial Rodrigo Silva das Neves teria auxiliado na execução, segundo a denúncia, ao disponibilizar o veículo usado para o crime e estar presente no local no momento da ação. Foram ainda encontradas armas relacionadas ao homicídio no apartamento de Silva das Neves.

Desdobramentos do julgamento e estratégia da defesa

Apesar das evidências apresentadas pelo Ministério Público, a defesa contestou a ligação direta do ex-policial com o assassinato, alegando ausência de provas concretas, como a falta de exame de digitais nas armas apreendidas. Durante o júri, dois outros réus inicialmente envolvidos no julgamento decidiram romper com seu advogado devido a divergências na estratégia, o que suspendeu a continuidade do julgamento para esses acusados. Rodrigo Silva das Neves, por sua vez, teve sua sentença anunciada e a defesa já sinalizou intenção de recorrer.

Impactos da condenação e panorama do crime organizado no RJ

A condenação de Rodrigo Silva reforça a complexidade das relações entre agentes públicos e grupos ligados à contravenção no Rio de Janeiro. O Ministério Público destacou a influência dos contraventores para ordenar execuções, utilizando até mesmo agentes da segurança pública como facilitadores. A prisão e condenação dos envolvidos trazem à tona a necessidade de maior rigor e fiscalização para combater estas práticas que persistem no estado, afetando a segurança e a confiança da população.

O caso, que tem forte repercussão estadual, mostra um cenário em que o crime organizado mantém estruturas complexas e relações profundas que desafiam as instituições. A posição do Supremo Tribunal Federal, que negou liberdade ao mandante Rogério Andrade, demonstra atenção contínua ao enfrentamento destes crimes em instâncias superiores.

Fonte: Redação

Últimas Notícias

EM ALTA

Aviso importante: a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo (textos, imagens, infográficos, arquivos em flash etc) do Portal Ururau não é permitida sem autorização e os devidos créditos e, caso se configure, poderá ser objeto de denúncia tanto nos mecanismo de busca quanto na esfera judicial. Se você possui um blog ou site e deseja estabelecer uma parceria com o Portal Ururau para reproduzir nosso conteúdo, entre em contato através do email: comercial@ururau.com.br

Todos os direitos reservados - Ururau Copyright 2008-2025 Desenvolvimento Jean Moraes