Quarta-feira, 18 de março de 2026
Polícia

Justiça Militar decreta prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Neto por feminicídio

Oficial foi detido após indícios de crime e tentativa de manipulação das provas.

Por Fabrício Freitas
18/03/2026 às 15h38

Decisão judicial ressalta risco à investigação e hierarquia na Polícia Militar. / Foto: Reprodução

O tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso preventivamente nesta terça-feira (18), em São Paulo, por decisão da 5ª Auditoria Militar do Tribunal de Justiça Militar (TJM). Ele é investigado pela morte da esposa, a policial Gisele Alves Santana, ocorrida em fevereiro, no bairro do Brás.

A prisão atende a pedidos da Corregedoria da PM e do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A Justiça apontou indícios de feminicídio, tentativa de destruição de provas e risco à investigação.

Laudos periciais contradizem a versão inicial de suicídio apresentada pelo oficial. Exames identificaram sinais de luta corporal e padrões de sangue incompatíveis com disparo autoinfligido.

Perícias também encontraram vestígios de sangue em roupas e superfícies, além de inconsistências no relato sobre o contato com a vítima. O intervalo entre o disparo e o pedido de socorro também é alvo de questionamento.

Contexto do uso da justiça militar e implicações institucionais

A decisão judicial indica que o oficial teria usado a posição hierárquica para interferir no local do crime e influenciar testemunhas. A vítima era subordinada do tenente-coronel.

Há ainda suspeita de tentativa de eliminação de provas, incluindo banho logo após o ocorrido, o que pode ter comprometido a coleta de resíduos.

O caso levanta questionamentos sobre conduta de oficiais e impacto na credibilidade da corporação.

Próximos passos no processo judicial e investigação complementar

A prisão preventiva abre nova etapa da investigação, com apreensão de dispositivos e autorização para quebra de sigilos.

A apuração envolve a Polícia Civil e pode resultar em responsabilização por feminicídio e fraude processual.

O caso segue sob investigação e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.

Fonte: Fabrício Freitas

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