Quarta-feira, 04 de março de 2026
Polícia

Polícia Civil do RJ prende operador de pirâmide com prejuízo de R$ 170 milhões

Esquema teria atingido 3 mil investidores em vários estados

Por Fabrício Freitas
04/03/2026 às 16h07

Investigado é apontado como responsável por esquema nacional / Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta quarta feira, um homem apontado como um dos principais operadores de esquema de pirâmide financeira no país. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Defraudações no Centro do Rio, após trabalho de inteligência.

Segundo as investigações, o empresário é responsável por um prejuízo estimado em R$ 170 milhões que teria atingido cerca de 3 mil investidores em diversos estados. Contra ele havia mandado de prisão federal por crimes contra o sistema financeiro nacional.

De acordo com a Polícia Civil, o investigado era proprietário da empresa Spritzer Consultoria Empresarial Eireli, conhecida como JJ Invest. A firma se apresentava como gestora de recursos e consultoria especializada no mercado de ações, prometendo rentabilidade mensal entre 10 por cento e 15 por cento por meio de operações estruturadas de day trade com alegação de risco zero.

As apurações indicam que o modelo adotado seguia a lógica clássica do esquema de Ponzi, no qual os rendimentos pagos aos primeiros investidores eram sustentados com recursos aportados por novos participantes. O sistema se tornaria insustentável com o aumento das retiradas e a redução da entrada de novos aportes.

Cerca de 60 vítimas já foram ouvidas na Delegacia de Defraudações. Somente nesse grupo, o prejuízo ultrapassa R$ 30 milhões. O impacto total estimado pela polícia pode superar R$ 170 milhões.

A empresa ganhou notoriedade nacional ao patrocinar clubes de futebol e associar sua marca a artistas e ex atletas, estratégia que ampliou a visibilidade e atraiu investidores de diferentes perfis. As investigações apontam que parte da credibilidade do negócio foi construída com forte presença em eventos e divulgação em redes de relacionamento.

A Polícia Civil informou que o preso possui histórico criminal com registros por crimes contra o sistema financeiro nacional, estelionato, falsidade ideológica, organização criminosa e crimes contra a ordem tributária. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e rastrear valores desviados no esquema de pirâmide financeira.

Fonte: Fabricio Freitas

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