A Polícia Civil prendeu o homem suspeito de matar e carbonizar uma mulher em Campos dos Goytacazes, crime que chocou moradores do município e de toda a região Norte Fluminense. A vítima, Kelen Santos Pereira, de 25 anos, foi encontrada morta e com o corpo carbonizado na localidade de Lagoa de Cima, no dia 31 de janeiro.
Após um trabalho detalhado de investigação, que incluiu análise de imagens de câmeras de segurança da cidade, cruzamento de dados, depoimentos e levantamentos de campo, os agentes da Polícia Civil conseguiram identificar o autor do crime. Douglas Dias da Silva, de 27 anos, foi localizado e preso na área rural de São Francisco de Itabapoana, em uma ação coordenada por policiais da 134ª DP.
Durante a apuração, testemunhas relataram que colegas de trabalho de Kelen haviam alertado a vítima para não aceitar o encontro com o suspeito. Segundo os depoimentos, ele já era conhecido entre as garotas de programa como uma pessoa violenta, o que gerava medo e insegurança. Mesmo diante dos alertas, a jovem acabou aceitando o trabalho, motivada por necessidade financeira. Depois de sair para encontrar o homem, Kelen não retornou para casa e não foi mais vista.
De acordo com a delegada Carla Tavares, responsável pela investigação, o crime ocorreu após uma desavença relacionada ao programa contratado. A mulher foi morta com uma barra de ferro durante uma discussão. Em seguida, o suspeito teria colocado o corpo da vítima, enrolado em um lençol, no banco do carona do veículo.
A investigação aponta que o homem circulou com o corpo por cerca de 30 minutos até se deslocar para uma área rural, onde ateou fogo, provocando a carbonização do cadáver, numa tentativa de dificultar a identificação da vítima e o trabalho da polícia. Ainda segundo a Polícia Civil, ele demonstrou frieza ao parar em um posto de combustíveis após o crime, abastecer o veículo e comprar etanol, produto utilizado para incendiar o corpo.
Os agentes também apuraram que o suspeito destruiu o telefone celular da vítima, com o objetivo de dificultar a investigação, apagar registros de conversas e impedir o rastreamento dos últimos contatos realizados por Kelen antes do assassinato.
A investigação teve início no próprio dia do crime, quando a polícia foi acionada para verificar o encontro de um cadáver carbonizado em Lagoa de Cima. No mesmo dia, uma testemunha esteve na delegacia para registrar o desaparecimento de Kelen, após ela não retornar para casa, o que permitiu o cruzamento rápido de informações e o avanço das diligências.
A Polícia Civil segue com os procedimentos legais, enquanto o acusado permanece à disposição da Justiça. O caso segue sendo tratado como homicídio qualificado, com agravantes relacionados à ocultação de cadáver e destruição de provas.
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