O presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, deixou o Brasil em meio às investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas envolvendo investimentos do fundo previdenciário fluminense no Banco Master. Alvo da Operação Barco de Papel, deflagrada na manhã desta sexta-feira, ele embarcou para os Estados Unidos no dia 15 de janeiro, dias antes da ação policial, em um contexto que ampliou a repercussão do caso no cenário político e institucional do Rio de Janeiro.
O Rioprevidência é o fundo responsável pela gestão de aposentadorias e pensões de servidores públicos estaduais, administrando recursos que garantem a subsistência de milhares de famílias. As investigações miram aplicações financeiras consideradas de alto risco, realizadas com recursos previdenciários, o que levou a Polícia Federal a aprofundar as apurações sobre a atuação de dirigentes e ex-gestores da autarquia.
De acordo com informações apuradas, Deivis Marcon Antunes já tinha conhecimento da possibilidade de ser alvo de uma operação policial e passou a evitar sua residência nos dias que antecederam a deflagração da ação. Na manhã desta sexta-feira, agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão em sua casa, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O imóvel estava vazio e trancado, o que levou a equipe a pular o portão para ter acesso ao local.
Durante a operação, os investigadores buscavam documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das apurações sobre o destino dos recursos do fundo previdenciário e eventuais responsabilidades na gestão dos investimentos. A Polícia Federal também realizou diligências em outros endereços ligados ao caso.
Apesar de ter deixado o país antes da operação, Deivis Marcon Antunes não é considerado foragido. A ação policial cumpriu apenas mandados de busca e apreensão, sem ordens de prisão em vigor até o momento. O paradeiro exato do presidente do Rioprevidência nos Estados Unidos não foi oficialmente informado.
O Caso Master tem provocado forte repercussão entre servidores públicos e especialistas em previdência, diante da dimensão dos valores envolvidos e da importância do fundo para a garantia de benefícios futuros. O episódio reforça a atenção sobre a necessidade de transparência, responsabilidade e rigor na administração de recursos públicos destinados à aposentadoria de servidores.
As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal, enquanto o governo do estado acompanha os desdobramentos e avalia medidas administrativas adicionais à medida que novos elementos forem analisados.
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