O vereador Salvino Oliveira (PSD) contestou publicamente as acusações da Polícia Civil que apontam uma movimentação considerada atípica de mais de R$ 100 mil em sua conta bancária nos últimos quatro meses. Segundo o parlamentar, o valor corresponde ao pagamento de um prêmio concedido em um evento ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), e não a qualquer irregularidade financeira.
Salvino foi preso no dia 11 de março durante uma operação da Polícia Civil que investiga o suposto vínculo de políticos e agentes públicos com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Ele permaneceu detido por dois dias e foi liberado posteriormente por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Versão do vereador sobre a movimentação financeira
De acordo com Salvino, o valor mencionado na investigação refere-se a uma premiação recebida durante o Young Activists Summit, evento que reúne jovens ativistas de diferentes países e possui iniciativas apoiadas pela ONU nas áreas de educação e inclusão digital.
O vereador afirma que o reconhecimento foi concedido por projetos voltados para jovens de comunidades e periferias. Ele também nega qualquer envolvimento com organizações criminosas.
Investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil investiga suspeitas de que o parlamentar teria negociado a exploração de quiosques na comunidade da Gardênia Azul com integrantes do tráfico, em troca de apoio político nas eleições municipais de 2024. As acusações fazem parte de uma operação mais ampla voltada à apuração de possíveis ligações entre agentes públicos e o crime organizado.
Segundo o vereador, durante a operação realizada em sua residência não foram encontrados objetos de valor ou indícios que comprovassem irregularidades.
Posicionamento do governo do estado
O governo do estado do Rio de Janeiro informou, por meio de nota oficial, que a prisão do vereador ocorreu após autorização judicial e com participação conjunta da Polícia Civil, do Ministério Público e do Judiciário.
A nota também destacou que a investigação foi conduzida com base em elementos reunidos pelas autoridades e que o trabalho das forças de segurança segue voltado ao combate ao crime organizado.
O caso segue em investigação e continua gerando repercussão no cenário político do estado do Rio de Janeiro.
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