A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições presidenciais de 2026 ganhou uma estratégia de comunicação que tem chamado atenção: o uso de dancinhas inspiradas no funk para se aproximar dos jovens periféricos, especialmente os que estão no TikTok. O senador catarinense de 44 anos adotou um jingle chamado "Funk do 01", com batidas marcantes e versos que exaltam uma proposta de renovação política, como "Segura a pressão que o time tá on / É Deus e família no mesmo tom". Com isso, ele tenta ampliar sua popularidade junto ao público jovem, que tem mostrado rejeição significativa a candidatos tradicionais.
Busca por conexão com a juventude e a cultura periférica
Flávio Bolsonaro mira principalmente jovens moradores das periferias do Rio de Janeiro e outras regiões, base fundamental para o seu crescimento político. Especialistas em marketing político avaliam que o movimento busca criar um "efeito de tribo", ou seja, um ritual coletivo que torna o candidato mais próximo e familiar para o eleitorado jovem. A estratégia claro apontamento para o uso do TikTok, rede social que ganhou destaque por seus vídeos curtos voltados a danças e desafios virais. Para Flávio, dançar em eventos permite passar a imagem de vigor e jovialidade, criando um contraste direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem 80 anos e utiliza estratégias diferentes, como mostrar vídeos correndo, para transmitir boa forma.
Reações divergentes dentro da pré-campanha
Apesar da intenção, a iniciativa enfrenta resistências dentro do próprio grupo que acompanha e apoia a pré-candidatura. Alguns aliados consideram que as dancinhas podem produzir efeito contrário, gerando uma imagem pouco séria ou até ridícula, o que poderia prejudicar a campanha. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) chegou a comparar os passos a movimentos desajeitados, e auxiliares confidenciaram que cenas semelhantes nunca deveriam ter sido divulgadas. Essa reação mostra o desafio de equilibrar inovação e autenticidade com o risco de perder credibilidade entre o eleitorado mais tradicional.
Contexto político e tendências globais das dancinhas em campanha
O uso da dança como ferramenta política não é exclusividade de Flávio Bolsonaro. Nos últimos anos, líderes como Donald Trump e Nicolás Maduro tentaram explorar coreografias populares para se conectar diretamente com eleitores, embora com resultados controversos. No Brasil, nomes como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também viralizaram ao dançar em eventos. A estratégia faz parte de uma tendência maior de despolitização da imagem pública do candidato, buscando primeiro entretê-lo para depois apresentar propostas políticas, tornando-os aparentes "pessoas comuns". Especialistas destacam que, apesar da internet valorizar esse tipo de conteúdo, é preciso cuidado para que a simplicidade não se torne superficialidade.
Além disso, pesquisas recentes indicam que Flávio Bolsonaro busca tirar lições da rejeição que seu pai, Jair Bolsonaro, enfrentou entre os jovens nas eleições de 2022. Enquanto Jair tinha cerca de 67% de rejeição na faixa de 16 a 29 anos segundo Datafolha, Flávio já mostra índices menores, com 40% de rejeição entre os jovens de 16 a 24 anos. Isso confirma a prioridade da pré-campanha em reverter a percepção do eleitorado jovem, que tem papel decisivo no Norte Fluminense e especialmente nas cidades do Rio de Janeiro, como Campos, Macaé e São João da Barra.
Com experiência na área e conhecedor da importância das redes sociais, o senador aposta em dancinhas, um elemento cultural presente no funk carioca e outras manifestações populares marcantes no estado do Rio de Janeiro. A tentativa é criar identificação e visibilidade sem perder o centro político, mas a reação dentro do seu próprio grupo mostra que essa estratégia é um caminho delicado e que ainda pode sofrer ajustes nas próximas semanas.
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