Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Política

Lulinha retorna à Europa enquanto PF apura suposto vínculo com fraudes no INSS

PF investiga relação de Lulinha com esquema de fraudes

Por Fabrício Freitas
13/01/2026 às 13h23

Investigação da Polícia Federal envolve esquema de desvios no INSS / Foto: Reprodução

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o Brasil após passar cerca de três semanas no país durante as festas de fim de ano. Ele retornou a Madri, na Espanha, cidade onde reside desde meados de 2025, em meio a investigações da Polícia Federal relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

A saída do país ocorre no contexto das apurações que analisam a possível relação de Lulinha com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador de um esquema de desvios contra aposentados e pensionistas. A Polícia Federal apura se há vínculo societário oculto entre os dois.

De acordo com depoimento prestado por um ex auxiliar do empresário, Lulinha teria recebido repasses que somariam 25 milhões de reais, além de valores mensais estimados em cerca de 300 mil reais. O diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou publicamente a existência de investigações envolvendo o caso.

Relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal indicam que o nome de Lulinha aparece citado nas investigações sobre o esquema de desvio de benefícios do INSS. Segundo as apurações, documentos e mensagens analisadas pela PF apontam viagens em comum entre Lulinha e o empresário, incluindo deslocamento a Portugal com despesas custeadas pelo lobista.

Mensagens obtidas pelos investigadores também indicam que, em outubro de 2024, houve orientação para entrega de um item no endereço de Lulinha, fato que integra o conjunto de informações analisadas no inquérito.

Até o momento, Lulinha não constituiu advogado nem foi localizado para comentar as apurações. O presidente Lula afirmou que, caso o filho tenha cometido irregularidades, deverá responder pelos atos.

No Congresso Nacional, parlamentares da base governista rejeitaram a convocação de Lulinha para depor na CPMI do INSS, decisão que gerou críticas da oposição. O tema deve voltar à pauta após o recesso parlamentar, com nova tentativa de convocação prevista para fevereiro.

Paralelamente, a Polícia Federal informou que irá apurar possíveis vazamentos de informações relacionadas ao caso, após questionamentos apresentados por advogados ligados ao grupo Prerrogativas. Integrantes do governo avaliam internamente que há disputas entre grupos dentro da corporação, intensificadas pelo cenário eleitoral.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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