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Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
Política

Marcos do Val vira alvo do Conselho de Ética após divulgar áudio falso produzido por IA

Representação aponta desinformação e risco institucional

Por Redação Ururau, Portal Ururau
08/01/2026 às 23h39

Senador é acusado de divulgar áudio artificial com teor conspiratório / Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador Marcos do Val, do Podemos do Espírito Santo, tornou-se alvo de uma representação no Conselho de Ética do Senado após divulgar nas redes sociais um áudio que ele afirma ser de uma reunião secreta envolvendo uma suposta operação internacional contra Nicolás Maduro. O conteúdo, divulgado em espanhol, levantou suspeitas imediatas de ter sido produzido com uso de inteligência artificial.

A gravação apresenta uma voz com entonação artificial e narrativa desconectada de fatos verificáveis, descrevendo um golpe institucional sem armas que envolveria Supremas Cortes e mencionaria o Brasil como parte do cenário. Não há documentos, registros oficiais ou confirmação por autoridades que sustentem as alegações.

A representação foi apresentada pelo deputado estadual Guto Zacarias, do União Brasil de São Paulo, e por Renato Battista, coordenador nacional do MBL. Segundo eles, o material possui características típicas de conteúdo sintético, como padrão vocal robotizado e construção fantasiosa, configurando desinformação grave praticada por um agente público no exercício do mandato.

Os autores sustentam que a conduta pode violar o decoro parlamentar, comprometer a credibilidade institucional do Senado Federal e levantar dúvidas sobre a aptidão do senador para o exercício pleno de suas funções. O documento também destaca possíveis impactos diplomáticos, já que a divulgação de fatos inexistentes envolvendo governos estrangeiros pode gerar ruídos nas relações internacionais do Brasil.

O histórico do senador inclui outros episódios de narrativas posteriormente desmentidas, o que reforça a preocupação com o uso de ferramentas digitais para difundir informações não comprovadas. O uso político de inteligência artificial para fabricar ou distorcer conteúdos sensíveis tem ampliado o debate sobre regulação das plataformas digitais e responsabilização de agentes públicos.

O Conselho de Ética ainda não decidiu sobre a abertura formal do processo disciplinar. Caso o procedimento seja instaurado, o colegiado irá apurar se houve infração ao decoro parlamentar e se a conduta se enquadra nas sanções previstas pelo regimento do Senado.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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