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A jovem Maria Clara fez um posicionamento público após denunciar ter sido vítima de abuso sexual desde a infância. O caso, que envolve o ex-deputado estadual Paulo Melo, avô da denunciante, e o próprio pai, segue sob investigação e tramita em segredo de justiça.
As acusações vieram a público inicialmente após Maria Clara procurar as autoridades por iniciativa própria, relatando que os abusos teriam começado quando ela tinha cerca de cinco anos de idade e se estendido por anos. A denúncia deu origem a um procedimento investigativo, que passou a apurar os fatos narrados pela jovem, com a adoção de medidas técnicas e diligências determinadas pela polícia.
Desde o início, o caso passou a tramitar sob sigilo judicial, tanto pela gravidade das acusações quanto pela necessidade de preservação da vítima e das partes envolvidas.
Agora, em meio ao andamento das investigações, Maria Clara decidiu se manifestar publicamente por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo ela, a decisão contrariou sua postura reservada, mas se tornou necessária diante da exposição de sua imagem e da disseminação de informações que, segundo afirma, distorcem sua história e atingem pessoas próximas.
No posicionamento, Maria Clara relata que falar sobre os abusos ainda é extremamente doloroso, pois a faz revisitar traumas profundos. Ela afirma que precisou de acompanhamento psicológico para compreender o que viveu, reorganizar a própria vida e entender que não teve culpa pelos crimes que diz ter sofrido. Segundo a jovem, durante muitos anos, essa dor foi enfrentada em silêncio.
A denúncia formal, de acordo com o relato, também foi um processo solitário. Maria Clara afirma que procurou as autoridades sem apoio familiar ou incentivo de terceiros, movida pela percepção de que não poderia continuar carregando a culpa por algo que não era de sua responsabilidade. Ela relata que o medo esteve presente desde o início, especialmente diante das possíveis reações após a exposição dos fatos.
Após o avanço do caso, a jovem afirma que passou a enfrentar novas formas de violência. Segundo ela, sua imagem teria sido exposta nas redes sociais, acompanhada de ataques, mentiras e tentativas de descredibilização. Para Maria Clara, essas ações teriam como objetivo silenciá-la e enfraquecer sua palavra.
Enquanto a denunciante sustenta sua versão, familiares apresentaram relatos divergentes à polícia. Segundo fontes, em depoimentos prestados em dezembro de 2025 à 124ª Delegacia de Polícia de Saquarema, a mãe de Maria Clara, Taiti Coelho Araújo de Almeida, e a avó materna, Maria Luiza Ferreira Coelho, afirmaram não ter identificado indícios de abuso sexual durante o período de convivência familiar.
Segundo esses depoimentos, não teriam sido observados sinais físicos, emocionais ou comportamentais que indicassem violência sexual, tampouco prejuízos escolares ou mudanças abruptas que, na avaliação das declarantes, fossem compatíveis com os fatos narrados na denúncia. Elas também relataram que o contato da jovem com o avô e com o pai era considerado limitado e, em geral, acompanhado por outros familiares.
As declarações prestadas ainda mencionam a existência de conflitos recentes, questões emocionais e aspectos financeiros que, na avaliação das familiares, podem ter influenciado o comportamento da jovem. Esses elementos passaram a integrar o inquérito policial e serão analisados em conjunto com provas técnicas, perícias e demais diligências determinadas pelas autoridades.
Mesmo diante das versões conflitantes, a investigação segue em andamento sob sigilo, com garantia do direito de defesa e do contraditório a todos os envolvidos. A conclusão do caso dependerá da análise técnica do conjunto probatório reunido ao longo do procedimento.
No posicionamento público, Maria Clara afirma estar ciente de que sua manifestação pode gerar ataques e julgamentos, mas diz estar em paz com a decisão de falar. Segundo ela, denunciar foi um passo necessário e transformou sua dor em uma luta pessoal que pretende levar até o fim.
Ela reforça que não irá se calar.
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