Sexta-feira, 20 de março de 2026
Política

Rumores de recuo de Fux podem mudar regras e disputa pelo governo do Rio

Desincompatibilizações antecipadas e incertezas jurídicas embaralham disputa indireta

Por Fabrício Freitas
20/03/2026 às 14h08

Possível mudança no STF pode alterar cenário político e nomes na sucessão estadual / Foto: Luiz Silveira/STF

O cenário político do Rio de Janeiro vive um momento de incerteza diante da possibilidade de o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rever o entendimento sobre a exigência de desincompatibilização seis meses antes de uma eventual eleição indireta para o governo do estado.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que a regra é de difícil aplicação, já que a própria realização do pleito ainda depende de fatores incertos, como uma eventual renúncia do governador Cláudio Castro.

Mesmo sem definição, dois dos principais nomes cotados para a disputa decidiram antecipar movimentos. Nicola Miccione deve deixar a Casa Civil, enquanto André Ceciliano se afasta da Secretaria de Relações Institucionais. Douglas Ruas já foi substituído na Secretaria das Cidades.

Cenário pode mudar com decisão do STF

Caso Fux recue ou o plenário do STF reveja a exigência, os três nomes ficam aptos a disputar a eleição indireta. Nesse contexto, a tendência é que Douglas Ruas seja candidato ao governo, com Nicola Miccione como vice.

Se a regra for mantida, o desenho muda. Nicola pode buscar uma vaga na Câmara dos Deputados, Ceciliano deve disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e Douglas Ruas permanece como nome para a disputa ao governo nas eleições regulares de outubro.

Fator Bacellar entra no cálculo político

Outro elemento que pode alterar o cenário é a situação do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Uma eventual renúncia para evitar um processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriria espaço para uma reorganização interna na Assembleia.

Nesse caso, a base aliada do governo tende a se movimentar para conduzir Douglas Ruas à presidência da Casa. Com isso, ele passaria a ocupar posição estratégica na linha sucessória do estado.

Se assumir o comando da Alerj, Ruas poderia chegar ao Palácio Guanabara de forma interina até a realização de uma eleição indireta. Nessa condição, ficaria impedido de disputar o pleito, mas ganharia força política para a eleição direta de outubro.

Com esse rearranjo, Nicola Miccione voltaria ao centro da disputa como candidato ao governo.

Fonte: Fabricio Freitas

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