Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Rural

Primeira caminhada de tartarugas do ano atrai público no Farol de São Tomé

Ação ambiental do Inea e Projeto Tamar marcou início da temporada

Por Fabrício Freitas
26/01/2026 às 19h22

Caminhada de tartarugas-cabeçudas reúne público no Farol de São Tomé / Foto: Reprodução

A primeira caminhada de tartarugas-cabeçudas do ano reuniu dezenas de pessoas na praia do Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A ação de educação ambiental foi promovida pelo Instituto Estadual do Ambiente em parceria com a Fundação Projeto Tamar e contou com a participação de cerca de 200 pessoas, entre moradores e turistas.

A atividade envolveu a soltura de 40 filhotes da espécie Caretta caretta, conhecida como tartaruga-cabeçuda, classificada como vulnerável. A iniciativa acontece tradicionalmente neste período do ano e tem como objetivo sensibilizar o público sobre a importância da preservação das espécies marinhas e dos ecossistemas costeiros.

A caminhada contou com apoio logístico e operacional do Parque Estadual da Lagoa do Açu e integra o Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas, desenvolvido pela Porto do Açu Operações em conjunto com a Fundação Projeto Tamar e as empresas Ferroport, Vast e GNA, sob coordenação da Reserva Caruara.

Desde 2008, o programa monitora aproximadamente 62 quilômetros de faixa de areia, que se estendem do Pontal de Atafona, em São João da Barra, até a Barra do Furado, em Campos. A área é considerada prioritária para a desova da tartaruga-cabeçuda, espécie ameaçada de extinção.

O Instituto Estadual do Ambiente informa que as desovas são acompanhadas durante todo o ano por agentes ambientais. Quando os ninhos são encontrados fora de áreas protegidas, muitos ovos são transferidos para dentro dos limites do Parque Estadual da Lagoa do Açu, garantindo maior segurança durante o período de incubação.

O Parque Estadual da Lagoa do Açu possui área de 8.249,12 hectares e abrange territórios dos municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra. A unidade de conservação tem como um de seus principais objetivos preservar um dos mais importantes remanescentes de vegetação de restinga do estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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