A morte de Benício Xavier, de 6 anos, após receber uma dose incorreta de adrenalina intravenosa em um hospital particular de Manaus, segue mobilizando autoridades e levantando questionamentos sobre falhas graves na cadeia de atendimento. Documentos enviados pelo Hospital Santa Júlia à Polícia Civil apontam que a médica responsável reconheceu ter prescrito a medicação de forma equivocada, fato que desencadeou a piora abrupta do quadro da criança.
O menino deu entrada na unidade com tosse seca e suspeita de laringite, condição comum em crianças e frequentemente tratada com nebulização, lavagem nasal e suporte clínico. No entanto, segundo a família e o relatório enviado à polícia, a médica Juliana Brasil prescreveu três doses de adrenalina intravenosa, de 3 ml cada, a serem aplicadas em intervalos de 30 minutos. A técnica de enfermagem seguiu a prescrição e aplicou a primeira dose, momento em que Benício apresentou taquicardia, palidez e queda brusca na oxigenação.
A equipe encaminhou o menino para a sala vermelha, mas o quadro se agravou rapidamente. Horas depois, Benício foi transferido para a UTI Pediátrica, onde sofreu várias paradas cardíacas durante a intubação. Os profissionais tentaram reanimá-lo, mas a criança morreu às 2h55 do domingo.
O relatório interno da UTI confirma “administração errônea de adrenalina na veia” e descreve sinais compatíveis com intoxicação por medicação administrada em dose inadequada. O hospital afastou a médica e a técnica de enfermagem e instaurou uma investigação interna.
A Polícia Civil trata a médica como principal suspeita e solicitou sua prisão preventiva, alegando homicídio doloso por assumir o risco de causar a morte. A defesa contestou o enquadramento e afirma que houve falha humana sem intenção. O Tribunal de Justiça do Amazonas concedeu habeas corpus preventivo, impedindo a prisão durante as investigações.
A família cobra respostas e afirma que alertou para o fato de a criança nunca ter recebido adrenalina pela veia. Segundo o pai, Bruno Freitas, o objetivo é evitar que outro caso semelhante ocorra. A Polícia Civil deve realizar acareação entre a médica e a técnica de enfermagem para confrontar as versões apresentadas nos depoimentos.
O caso reacendeu debates sobre segurança assistencial, protocolos de conferência de prescrições e a necessidade de revisão urgente dos fluxos internos para evitar novos erros.
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