Mulheres negras, representatividade, mulheres do ontem, de hoje e do amanhã

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Sociologia na Prática

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Renata Souza

Mulheres negras, representatividade, mulheres do ontem, de hoje e do amanhã

Para respirar um pouco de esperança, hoje quero falar de vitórias

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28/11/2020 às 17h56 28/11/2020 às 18h00

Taynara Cabral
Para respirar um pouco de esperança, hoje quero falar de vitórias

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Representatividade é um assunto que precisa ser amplamente falado nas rodas de conversa. O mês de novembro é carregado de simbolismo e marcado por vários eventos que visam discutir a prática do racismo e também dar visibilidade as várias lutas da população negra e também às mulheres negras. 

Para respirar um pouco de esperança, hoje quero falar de vitórias. Quero falar do trabalho cotidiano de combate ao racismo e de visibilidade, feito diariamente. Uma vez, entendam, que não basta só não ser racista, é preciso ser antirracista. Não sou boa com datas, a vida está acontecendo a cada dia mais rápido, mas acredito que tenha conhecido o trabalho da jovem ilustradora e designer Taynara Cabral em 2017, uma mulher com cara de menina, mas com uma potência imensurável. 

A Taynara Cabral, além de atuar em várias frentes, é também a idealizadora do calendário “As Mulheres do Ontem, do Hoje e do Amanhã: A resistência é Agora”, lançado em 2018. Um projeto que além de lindo, do ponto de vista estético, tem uma importância política ímpar em nossa sociedade que historicamente silenciou, e que ainda tenta silenciar a voz da população negra. 

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No caso específico, o calendário homenageia mulheres negras, intelectuais, artistas, ativistas e escritoras que têm a luta contra a opressão e o racismo como fio condutor de suas trajetórias. Dentre os vários objetivos do calendário está o de dar voz e visibilidade a mulheres que os livros de história não lembram, que durante muito tempo não tiveram seu devido reconhecimento pelo simples fato de serem negras. 

Mulheres que a TV não mostrava e muitas vezes seus nomes e suas obras estavam fadados ao anonimato. O trabalho da Taynara é inspirador, é revolucionário e extremamente necessário.

Em 2018, ela lançou o calendário e o mesmo em 2019 tornou-se parte das minhas aulas de Sociologia, ou seja, o calendário virou um projeto pedagógico. Todos os meses, eu e meus alunos, temos a oportunidade de conhecer uma mulher incrível e na maioria das vezes, nós nunca tínhamos ouvido falar daquela pessoa. Sempre peço que eles pesquisem a vida e obra da mulher do mês, para que possamos discutir em sala. Ao longo desses anos, já conhecemos grandes mulheres, cada uma com uma história de vida mais inspiradora que outra. 

Como eu disse no início, a Taynara é potência! Em 2020, lançou a segunda edição do projeto “Mulheres do Ontem, do Hoje e do Amanhã”. O tema foi “Insubmissas Trajetórias Negras”. Assim, como nos diz a própria Taynara: “O calendário nasce com o desejo de trazer para perto da construção dos nossos dias, a trajetória de mulheres negras, que ao longo da história, fizeram de suas vidas uma ferramenta de luta contra as opressões do racismo e do machismo.” 

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Além disso, a Taynara Cabral, em conjunto com Izabelle Simplicio e Nina da Hora, lançou o Sankofa, um jogo da memória com objetivo de manter viva a memória e a história de mulheres negras dos países da América Latina. O jogo traz a ilustração de 12 mulheres que marcaram a história de 6 países da América Latina. Romper com a perspetiva da história única e dar as mulheres negras o devido reconhecimento de suas lutas é ver, como nos disse a Taynara,  “um futuro onde nós cabemos por inteiro”. 

A visibilidade importa sim! Precisamos dar o devido reconhecimento e visibilidade daquelas que lutaram e lutam contra a opressão racista. Precisamos que trabalhos como o da Taynara chegue ao maior número de pessoas possíveis, porque ele motiva, inspira e principalmente dá esperança para as meninas e mulheres negras que ainda não se veem representadas, não têm referências e se sentem impotentes diante da estrutura racista.

 

Fonte: Renata Souza

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