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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Flechas de amor e morte

06/05/2018 às 08h38

Reprodução
No mito grego, Eros é o deus do amor e Thânatos, deus da morte.
No mito grego, Eros é o deus do amor e Thânatos, deus da morte. Eros, o mais belo dos deuses, possui arco e flechas com os quais costuma enlaçar de amor homens, mulheres e deuses.

De acordo com certa narrativa mítica, certo dia Eros adormeceu numa caverna, embriagado por Hipnos (deus do sono, irmão de Thânatos). Durante o sono, suas flechas espalharam-se pela caverna, misturando-se às de Thânatos, a morte. Ao despertar, Eros sabia apenas o número de flechas que possuía. Sem reconhecê-las, recolheu ocasionalmente o número exato. Assim, levou algumas que pertenciam a Thânatos.

 Eros passou a portar flechas de amor e morte.Psicanaliticamente falando, as flechas fazem liga, uma fusão, ou seja, amalgamado a ErosThânatos age de forma silenciosa. 

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Freud sempre nos falou sobre um mal-estar intrínseco a cultura: a destrutividade do ser humano, voltada para si mesmo ou para os outros, essa coisa existe e foge a compreensão da razão. Uma ambivalência que se apresenta em tudo que se pensa se faz e sente.

Um dualismo pulsional, como diz Freud. A pulsão é aqui descrita como um impulso inerente à vida, algo anterior à sexualidade, anterior a representação psíquica, algo que não é visível, nem dizível.

As pulsões do eu, são representadas por Eros – a Pulsão de vida. Eros teria a função de preservar o organismo vivo e a espécie.Seu princípio fundamentalé o princípio de ligação, que consiste em instituir unidades cada vez maiores e conservá-las, princípio este que está associado a concepção de Freud sobre a sexualidade.

Freud nos fala também sobre a pulsão de morte– Thânatos, elaborou ele este conceito ao observar os fenômenos de repetição. Em tais fenômenos de repetição, o aparelho psíquico não apenas descarregava a libido, mas a libido estava relacionada a situações desagradáveis que quando voltada para o interior se apresenta na autodestruição, e para o exterior se manifesta como pulsão de destruição.

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Embora pareçam concepções opostas, pulsão de vida e de morte estão fundidas, conectadas, onde uma se apresenta a outra sempre está, não a deixa só, mesmo não desejada comparece.

 Flechas carregadas de Thânatos e Eros nos atravessam a todo instante. Quem sabe!?  Talvez este furo abra um novo refletir sobre nossas possibilidades na VIDA.

                                                  Luiz Roberto Duncan
                                                        Psicanalista


 


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