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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

O discurso

21/10/2018 às 17h23

O discurso
Para Lacan, o discurso é a forma pela qual se estabelecem laços sociais. Assim, pensar a realidade social é pensar a realidade discursiva. É a articulação da cadeia de pensamentos que produz o discurso. Em outros termos, o sujeito falante se inscreve em uma realidade discursiva a partir dos pensamentos que ele adquiriu ao longo da vida.

A materialidade expressa em um discurso traz a marca da subjetividade que a produziu, ou seja, o sujeito falando adota como prática discursiva os conteúdos adquiridos das representações equivalentes disponíveis na sociedade e na cultura em que está inserido. Assim, podemos dizer que um determinado sujeito, ao lado de outros que se identificam com os conteúdos do discurso, poderá ter como objetivo de vida a utilização dos conceitos nos quais se reconhece.

Um sujeito, que se exibe em um vídeo, no qual sugere metralhar as diferenças sociais de seu grupo é capaz de levar isso em frente, ou seja,a intolerância a essas diferenças se torna um problema muito sério quando alguém sugere aumentar as opressões a uma etnia, classe social ou sexo, discursando a favor da violência, incentivando o ódio e despertando os demônios que habitam nas pessoas.

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O discurso de ódio ativa o cérebro para o pior, criando estresse tóxico, medo e desconfiança, repetido muitas vezes pode adquirir valor de verdade, se impõe na capacidade de pensar e agir de um cidadão por muito tempo. O que se esperar disso?

Com certeza, tal discurso tem sido uma das principais influências para o aumento do preconceito, das perseguições, insultos e privação de direitos humanos a diversos indivíduos e grupos constituintes da sociedade, dentre tantos, principalmente os negros, os LGBTs e as mulheres.

A incitação à discriminação é o elemento nuclear para a identificação do discurso do ódio. A produção de ódio passa por etapas preparatórias, como o estímulo ao preconceito, na perspectiva de ativar no grupo chamado dominante “percepções mentais negativas em face de indivíduos e grupos socialmente inferiorizados”.

 A diferença é essencial para vivermos em sociedade e temos muito a aprender com ela. Descontruir rótulos, valorizar as habilidades que cada sujeito apresenta e não enxergamos e valorizamos apenas as dificuldades. Todo e qualquer indivíduo tem seu jeito e suas particularidades. A partir disso uma sociedade mais justa e ética surgirá.

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                                                              Luiz Roberto Duncan

                                                                    Psicanalista

 


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