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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

O Perdido é a procura

11/08/2019 às 21h14

Reprodução
O Perdido é a procura
O filósofo grego Platão, em seu livro O banquete, através dos personagens dispostos nesta construção, propõe-se a percorrer a temática do amor. No inícioÁgaton recebe convidados em sua casa para comemorar o sucesso que tivera na noite anterior. Como os seus convidados estavam de ressaca, em vez de beber resolveram falar.

Os participantes para o banquete:Fedro, Pausânias, Erixímaco, Aristófanes e Sócrates, decidem fazer do deus Eros o objeto dos discursos daquela noite. A proposta partiu de Erixímaco e foi aceita por todos os demais.

É o discurso de Aristófanes que nos interessa neste momento. Segundo ele, originariamente a humanidade compunha-se de seres esféricos, dotados de: quatro braços, quatro pernas, um rosto de cada lado da cabeça e um genital de cada lado do corpo. Por serem filhos do sol, da terra e da lua, possuíam uma forma esférica. Os filhos do sol tinham dois genitais masculinos, os da lua dois genitais femininos e os da terra um genital de cada sexo. A estas últimas, uma espécie de terceiro sexo, foi dado o nome de andrógino. Tais criaturas não andavam de pé, mas rolando, girando sobre seus muitos membros. Eram tão completas em sua forma esférica que resolveram escalar até o céu e desafiar os deuses. O que deixou Zeus furioso. Zeus, como punição, parte ao meio todos seres com formato de laranja; após o corte, as criaturas partidas passaram a buscar sua metade perdida.

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Para Aristófanes, o Amor é justamente essa busca constante e incansável por sua outra metade a fim de se restabelecer o primitivo todo.

Freud, a partir desta visão romântica do amor, nos aponta que essa tentativa de reprodução de felicidade perdida se situa no narcisismo primário, visto que, o amor romântico baseia-se na busca do objeto ideal, que irá completar o sujeito. E afirma ser impossível um encontro absoluto entre sujeito e objeto, estando assim, esta busca amorosa fadada ao fracasso.

   Lacan nos diz que o objeto nunca foi propositadamenteencontrado; falando literalmente, isto se dá porque ele é de natureza essencialmente fantasiosa, não correspondendo a nenhuma experiência de satisfação. Nunca houve este objeto. Ele é constituído como perdido, uma vez que nunca pôde ser encontrado em nenhum lugar, fora da fantasia ou da vida onírica.

Segundo Freud, amamos por repetição. Isso significa que buscaremos repetir as primeiras praticas da infância durante relacionamentos na vida adulta. Com certeza, é preciso reconhecer estes padrões para poder quebrá-los em nome de relações mais saudáveis, visto que, quem não ama adoece.

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                                                      Luiz Roberto Duncan

                                                            Psicanalista


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