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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Os mitos e o dizer atemporal 

07/04/2018 às 09h57

Reprodução
Narciso é um personagem da mitologia grega, filho do deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope
Narciso é um personagem da mitologia grega, filho do deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope. Diz o mito que Narciso era uma criança tão linda e admirada que sua mãe preocupada com esse excesso, levou-o até o oráculo Tirésias. Ele disse que Narciso continuaria com sua beleza estonteante e que teria uma vida bem longa, entretanto, ele não deveria admirar sua beleza, ou melhor, ver seu rosto, uma vez que isso acabaria com sua vida.

Na adolescência, o belo Narciso desenvolveu uma soberba e uma arrogância marcada por um orgulho peculiar, um símbolo da vaidade. Muitas moças e ninfas apaixonaram-se por Narciso quando ele chegou à idade adulta. Porém, o belo homem não se interessava por nenhuma delas.Conta-se que, certa vez, Narciso passeava nos bosques, perto dali, a ninfa Eco o viu, se aproximou e se apaixonou, mas o rapaz a repeliu.

 Narciso então preferiu viver só, pois não havia encontrado ninguém que julgasse merecedor do seu amor. Um certo dia, fatigado da caça, e sentindo muito calor e muita sede, Narciso dirigiu-se a uma fonte de águas límpidas. Eis então que a profecia se realiza: ao ver-se refletido no espelho das águas, enlouqueceu de amor pelo próprio reflexo. Cativado, não tinha olhos nem ouvidos para mais nada: não comia ou dormia. Realiza-se, então, seu destino: mergulha no espelho e desvanece no encontro impossível.

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Em termos psicanalíticos narcisismo é o excesso de investimento da libido (energia psíquica vital para a vida) em seu próprio eu, ou seja, uma carga alta direcionada para a própria pessoa. Um amor queevita se investir a outros objetos.

O conceito de Narcisismo aponta para uma retração da libido que não se liga a objetos, noção essa abarcada pelo conceito de pulsão de morte, a energia psíquica que não se liga. Um tanto de amor por si é necessário para confirmar e sustentar a autoestima, mas o exagero é sinal de uma outra coisa.

A criança, ao nascer, quase sempre é coroada por vários olhares e desejos. Logo mais, ao se contemplar no espelho, não verá o simples reflexo físico de uma imagem, mas tudo o que esses olhares guardaram no seu corpo.

É um momento radiante de “sua majestade, o bebê”. Momento do narcisismo primário; constitutivo e alienante. O bebê será um notável, vencerá todas as inseguridades; trata-se de um momento necessário, mas coberto de riscos. Se não ocorre, a imagem de si pode não se constituir, pode se vulnerar, parecendo incapaz. Se for excessivo, pode vir a ser uma entrega passiva as ilusões.
                                                       

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                                                              Luiz Roberto Duncan
                                                                   Psicanalista
 


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