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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Papai Noel descendo pela chaminé

16/12/2018 às 11h31

Papai Noel descendo pela chaminé
Bem antes de celebrarmos o Natal, conta a história que São Nicolau era o santo mais cultuado e reverenciado, tanto no ocidente, como no oriente. Filho de família nobre e rica, Nicolau nasceu em Patara, cidade da Ásia Menor, por volta do ano 250. Seus pais eram muito ricos e cristãos fervorosos. 

Também conta a história que certa vez, um pai não tinha dinheiro para pagar os dotes de suas três filhas. Por isso, não tinha condições de dar a elas um bom matrimonio. Descompensado, o homem decidiu encaminhar as três para um trabalho infeliz. Nicolau ficou sabendo dessa atitude deplorável e encheu três saquinhos de moedas de ouro, no valor dos dotes de cada uma das filhas. Depois, foi até à casa dessa família de madrugada, subiu no telhado e jogou os saquinhos pela chaminé.

Historicamente, o culto a São Nicolau está relacionado diretamente aos presentes surgido no meio da noite. Em algumas localidades dizia-se que no seu dia, o santo vestido de vermelho, pois era um bispo, montava o seu cavalo e andava no meio da noite sobre os telhados das casas, deixando presentes para as crianças. Essas derivações da figura de São Nicolau deram origem ao atual Papai Noel – chamado em inglês de Santa Claus. A França usa o Père Nöel, de onde veio o nome usado no Brasil.

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Mesmo sabendo que sua existência é imaginaria, essa história passa de geração a geração. Com certeza não é à toa que mantemos a figura do Papai Noel como uma divindade que nos ilude e com isso também nos estrutura. As crianças são dadas à fantasia. Tem uma passagem no livro (Fadas no Divã) em que uma filha pergunta a mãe: “O Papai Noel existe mesmo”?  Então a genitora explicou de uma maneira bem simples, como deve ser, que era uma história, uma tradição. Diante da resposta, a filha fez outra pergunta: “Posso não saber disso por mais um ano”? A mãe afirmou que podia e ela se deu por satisfeita. Ou seja, ela já sabia, mas quis continuar brincando na fantasia, mantendo Papai Noel vivo no coração, como uma poesia e dando a si mesmo a responsabilidade da sua vida.

É na cumplicidade, entre o brincar e a realidade, que surge a parceria que possibilita a criança e o adulto a caminharem juntos nos dois mundos, no tempo em que a criança desvenda as fantasias, ela também está aprendendo a lidar com situações do mundo real. “Ela descobre que Papai Noel não existe ao mesmo tempo em que descobre que papai não sabe tudo, que mamãe não pode tudo”. É o adulto reconhecendo o mundo da criança não como um mundo inferior, mas como um mundo autêntico e relevante onde ela pode assumir a direção.

“...fantasias infantis têm o poder de ampliar a capacidade criativa das crianças, que inventam hipóteses para cada personagem” Claudia Pradel.


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