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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Todo mundo demanda amor

14/04/2019 às 17h54

Todo mundo demanda amor
Quando discursamos sobre o amor em psicanálise trazemos algo sobre o “objeto do amor” e “escolha de objeto”. O primeiro objeto de amor que ambos os sexos têm em comum é o seu concessor da atenção primária, geralmente a mãe. A relação que temos com este primeiro “objeto de amor” determina as bases da nossa faculdade de amor e carinho ao longo da vida.

Assim, Freud nos assinala que a condição do amor reside na causa do desejo, e que quando nos apaixonamos, nos apaixonamos por uma imagem da outra pessoa que reflete algo sobre nós mesmos ou que nos faz lembrar de alguém que amamos ou admiramos. Muitas vezes, esmorecemos no amor que nunca tivemos, mas ansiávamos; como uma versão idealizada de nós mesmos. À escolha do objeto de amor detêm um traço particular – ou um conjunto de traços – que tem para cada um, função determinante, tem a ver com sua história singular e íntima. O amor é inconcebível sem a palavra, justamente porque amar é dar o que não se tem.

Schiller, poeta e filósofo, foi citado por Freud a fim de destacar a importância do amor: “são a fome e o amor que movem o mundo”. De forma análoga, podemos pensar que o amor move, inclusive, a teoria e a clínica psicanalítica, as quais não são dissociadas da sociedade e da cultura. “Falar de amor, com efeito, não se faz outra coisa no discurso analítico” (LACAN). Nesse sentido, se não existissem os impasses do amor, não existiria a psicanálise, tamanha magnitude do tema. Desde o início da psicanálise, as pessoas chegavam à clínica para falar dos desencontros amorosos.

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Freud nos aponta que em todo tratamento psicanalítico está presente uma tentativa de libertar o amor recalcado, e que estar apaixonado é estar mais próximo da insanidade do que da razão, quem não ama não conhece nem os riscos nem as delicias

Quando estamos amando é como se as palavras se encantassem. O amor não cabe na palavra amor, pois trata-se de transformar o indizível em dizível.

Por isso as histórias de amor são tão importantes. Há algo de universal no amor que faz com que as histórias de amor interessem a tantas pessoas.

Só se ama verdadeiramente a partir de uma posição feminina. Amar feminiza. Um homem enamorado, que não tem segurança na sua virilidade, pode ter retornos de orgulho, assaltos de agressividade contra o objeto do seu amor, porque esse amor o coloca na posição de incompletude, de dependência. Se amor é cura, também é loucura, pois amar é se perder em um labirinto.

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                                                                                                                     Luiz Roberto Duncan

                                                                                                                                           Psicanalista

 


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