Quarta-feira, 18 de julho de 2018
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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Um Saber não Sabido

15/04/2018 às 16h55 E ATUALIZADO: 15/04/2018 às 16h56

Reprodução
O Mito da Caverna, também conhecido como ?Alegoria da Caverna?, escrito por Platão, encontra-se no livro ?A República?

O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna”, escrito por Platão, encontra-se no livro “A República”. É considerada uma das mais importantes metáforas da história da Filosofia.

Platão relata que alguns homens, desde a infância, encontram-se aprisionados em uma caverna. Nesse lugar não conseguem se movimentar em virtude das correntes que os mantém imobilizados.

Posicionados de costas para a entrada da caverna, veem apenas o seu fundo e passam todo tempo olhando para essa parede de fundo que é clareada pela luz gerada por uma fogueira, à frente dessa fogueira, separada deles por uma parede baixa, circulam homens transportando coisas, mas como a parede baixa oculta o corpo dos homens, apenas as coisas que transportam são projetadas em sombras e vistas pelos prisioneiros.

Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, assim os prisioneiros associam esses sons as sombras e pensam que essas sombras sejam a realidade, e são para eles.

A coisa toda começa a mudar quando um dos prisioneiros consegue se libertar e se vira, de imediato é captado pela luz, agora intensa, da fogueira, de pouco a pouco vai explorando o interior da caverna e o novo mundo. Uma diferente realidade a ele se apresenta. Encantado com essa nova verdade, com a natureza das coisas, com os animais e etc. volta para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora para seus colegas ainda presos.

Mas, ao contar tudo o que viu e sentiu para seus colegas, é ridicularizado. Eles só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede da caverna. Os prisioneiros os ameaçam de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.

A imagem do sujeito que regressa a caverna e se defronta com a hostilidade e a incompreensão, é uma metáfora do profundo desprezo com que muitas vezes é recebido aquele que acaba de voltar de um encontro com um saber não sabido.

Freud deixou como herança para a humanidade a ‘noção’ de que existe um saber em cada um de nós que desconhecemos, mas que funda o nosso psiquismo e governa a nossa vida. Um saber inconsciente, que precisa ser libertado, decifrado, articulado com nossa própria divisão. “Não somos o senhor em nossa própria casa” significa que se não colocarmos em um dizer a estruturação da nossa caverna, ou realidade psíquica, podemos dificultar ou impedir que nos tornemos a melhor versão de nós mesmo.

                                                      Luiz Roberto Duncan

                                                             Psicanalista

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