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Coluna Ranulfo Vidigal

Ranulfo Vidigal

Calamidade nos transportes

23/04/2019 às 17h42

O transporte público, numa cidade média ou grande, consome cerca de quinze por cento da renda do trabalhador. O nível de insatisfação e irritação do cidadão comum com isso é espelhado em diversas pesquisas de opinião pública. Qual a saída?

Nas cidades brasileiras predominam filas, superlotação de coletivos, atrasos, perdas do dia de trabalho. As horas de espera e de percursos antes e depois do trabalho, via de regra extremamente longos, expressam o desgaste a que estão submetidos aqueles que necessitam do transporte de massa para chegar a seus empregos e voltar par casa.

Em outras palavras, submetido à engrenagem econômica da qual não pode escapar, o trabalhador, para reproduzir sua condição de assalariado e de morador urbano, deve sujeitar-se a um tempo de fadiga que constitui um fator adicional no esgotamento daquilo que tem a oferecer: sua força de trabalho. E como esta, pelo menos nos níveis de quali?cação mais baixos, é abundante, ou seja, a engrenagem econômica pode facilmente substituí-la tão logo o desgaste a que está sujeita e faça decair sua produtividade.

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Na Europa, os subsídios compõem, naturalmente, o preço final reduzindo o valor efetivo das tarifas de transportes urbanos. Variando entre 75% em Praga, 50% em Madrid e Barcelona, ou 30% em Hamburgo na Alemanha.

E qual seria a fonte de financiamento de uma política pública de tarifa de transportes públicos subsidiada na capital do açúcar e do petróleo. Exatamente o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) que rende ,anualmente, R$ 35 milhões de reais e hoje é alocado na função “Saúde”, com baixa eficácia. O orçamento anual daquela pasta de quase R$ 800 milhões ( o dobro em relação a Vitória/ES) pode prescindir do IPVA pago pela classe média da cidade.

Resumindo, temos um modelo de cidade e de mobilidade urbana no país da jabuticaba que faz com que os trabalhadores gastem cada vez mais tempo e mais dinheiro nos seus deslocamentos diários. Campos dos Goytacazes com seus 500 mil habitantes e uma PEA de 300 mil trabalhadores, não escapa desse triste dilema.

Ranulfo Vidigal – economista.


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