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Marcello Yakuza e Thiago Freitas

Tatuagens feitas na cadeia: história e significados

14/02/2019 às 12h29 14/02/2019 às 12h42

Reprodução
Tatuagens feitas na cadeia: história e significados
Ao logo das postagens realizadas nesse espaço, tivemos a oportunidade de mostrar um pouco da história da tatuagem ao redor do planeta. Hoje iremos abordar uma temática um pouco diferente, que é o lado sombrio dessa arte: as tatuagens do mundo do crime.

A maioria das pessoas que marcam seus corpos com desenhos e cores fazem isso de uma forma artística, com desenhos que representem elementos de sua preferência, com significados ou não. Porém, existe também o “segmento” das tatuagens de cadeia, que marcam a pele dos criminosos ao redor do mundo.

A arte de tatuar já existe há mais de 4 mil anos, sendo popular nos dias de hoje, porém discriminada há décadas atrás, pois sabemos que não era tão comum assim. No mundo do crime, os presidiários tinham mais costume de se tatuar e com isso as tatuagens ganharam fama negativa. É importante frisar que as tatuagens no mundo criminal não têm por finalidade a estética ou vaidade, mas é tida como uma forma de se apresentar, se identificar e de se comunicar, sejam elas feitas de forma consensual ou não.

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Tomando como referência um fato histórico, em 1920 foi implantado em São Paulo o Carandiru, maior complexo presidiário da América Latina. Nessa década, o psiquiatra do presídio Moraes Mello se propôs a catalogar as tatuagens dos presos, seus desenhos e significados, decifrando mais de três mil desenhos usados por presidiários no Carandiru. A partir do estudo realizado por Mello, ele pôde constatar que os desenhos eram meios de comunicação e identificação entre os presos. Nesse sentido, imagens como a de Nossa Senhora, caveiras, sereia, palhaço entre outras artes eram muito comuns nesse ambiente, e quando usadas na cadeia provavelmente podem estar relacionadas ao crime. Com o passar dos anos, a tatuagem tornou-se mais comum e na cadeia mais símbolos foram incorporados ao catálogo do crime.

A partir dos desenhos no corpo de um presidiário é possível determinar diversas situações, por exemplo, se ele já esteve preso antes, se já foi foragido da justiça, os crimes que cometeu, grau de periculosidade, preferência sexual ou até mesmo sua “especialidade” no mundo do crime.

Nos presídios, os detentos se tatuavam de forma precária. Os próprios presidiários fabricavam suas máquinas de tatuar de forma artesanal, geralmente utilizando escovas de dente, pequenos motores elétricos, caneta, elástico, prego, etc. As tintas usadas eram retiradas de canetas com cores básicas. De uns tempos pra cá, os presos começaram a ter acesso a máquinas profissionais e tintas apropriadas para a pele.

Como já dissemos anteriormente, algumas tatuagens são feitas em presidiários de forma não consensual. Nesses casos, elas servem para discriminar o preso, sendo comum em estupradores, que geralmente recebem tatuagens de órgãos masculinos, como uma forma de punição.

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Para se ter uma ideia, personagens e símbolos específicos são muito usados nesse mundo e geralmente indicam crimes relacionados a morte de pessoas. Palhaços e coringas, por exemplo, estão associados a roubos e mortes de policiais. A figura do Taz é usada para identificar quem pratica ou praticou furto, roubo, arrastões. O Papa-Léguas se refere aos que distribuem drogas, normalmente, com motos.

A caveira punhalada tem significado em dois mundos distintos: nas tropas de operações especiais de algumas Policias Militares do Brasil, simboliza a ordem e justiça; no mundo do crime, a figura costuma ser tatuada no antebraço por elementos que já mataram policiais militares ou civis.

A cruz tatuada no corpo de um marginal geralmente se refere a um bandido de alta periculosidade. Os que possuem esse desenho já estiveram presos ou foram condenados pela justiça;

A morte com a foice é um tipo de tatuagem utilizada por “justiceiros” (presos envolvidos em “grupos de extermínio”, ou que fizeram justiça com “as próprias mãos”).

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Enfim, muitos são os significados atribuídos à tatuagem no mundo do crime. Então, antes de escolher a arte a ser tatuada, é interessante pesquisar seu real significado e buscar sempre algo que tenha relação com você, sabendo que um mesmo desenho pode ter mais de um significado, sendo um deles negativo e relacionado ao mundo do crime.

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