Quinta-feira, 02 de abril de 2026
Brasil e Mundo

Marina Silva destaca redução do desmatamento e reforço na fiscalização ambiental no MMA

Ministra encerra gestão e apresenta avanços na recuperação do Ministério do Meio Ambiente

Por Fabrício Freitas
01/04/2026 às 21h56

Marina Silva ao lado do novo ministro João Paulo Capobianco durante coletiva em Brasília / Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Após 39 meses à frente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva se despediu do cargo nesta quarta-feira, em Brasília, destacando avanços significativos na proteção dos biomas brasileiros e na retomada da liderança do Brasil na agenda ambiental global. A ministra encerra sua terceira passagem pela pasta, todas nomeadas durante os mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Recuperação institucional e ampliação do orçamento

A ministra relatou que ao assumir o ministério em janeiro de 2023 encontrou uma estrutura fragilizada e com capacidade operacional limitada. Desde então, o ministério passou por uma ampla reconstrução que envolveu a contratação de mais de 1.500 servidores para instituições como o Ibama, ICMBio e Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Além disso, o orçamento da pasta mais que dobrou, passando de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025, um aumento de 120%. Marina reforçou que essa recomposição institucional foi fundamental para ampliar a governança e a capacidade de execução das ações ambientais.

Resultados concretos na redução do desmatamento

Os investimentos realizados e a reorganização do ministério refletiram em resultados expressivos na preservação ambiental. Entre 2022 e 2025, o desmatamento na Amazônia teve uma queda de 50% e no Cerrado, 32,3%, segundo dados apresentados por Marina. Essa redução representou a não emissão de cerca de 733,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). Nos alertas mais recentes, entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, houve nova diminuição de 33% na Amazônia e 7% no Cerrado. A ministra enfatizou que, mantendo esse ritmo, o país tende a registrar a menor taxa histórica de desmatamento.

Fiscalização intensificada e continuidade das políticas ambientais

Outro ponto destacado foi o aumento da fiscalização ambiental nas regiões mais vulneráveis. As operações do Ibama cresceram 80%, enquanto as do ICMBio avançaram 24% no mesmo período. Os embargos ambientais na Amazônia subiram 51% pelo Ibama e 44% pelo ICMBio, e as áreas de mineração ilegal foram reduzidas pela metade. Além disso, o Brasil iniciou a recuperação de 3,4 milhões de hectares de vegetação nativa, reforçando os esforços na restauração dos ecossistemas.

No discurso de despedida, Marina Silva ressaltou a importância da continuidade das políticas ambientais adotadas pelo governo Lula, referindo-se à nomeação de João Paulo Ribeiro Capobianco como seu sucessor no MMA, medida publicada em decreto presidencial no Diário Oficial da União. A ministra classificou a ação política como um serviço público e reforçou que o avanço conquistado depende da cooperação e persistência de todos os envolvidos.

Para Marina, a preservação ambiental é imperativa para a continuidade da civilização, reforçando que o negacionismo, se prevalecer, pode comprometer até mesmo a existência do planeta.

Fonte: Agência Brasil

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