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Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026
Economia

Banco central: um monstro criado pelo congresso dentro da democracia

Independência do Banco Central levanta questionamentos democráticos

Por Redação Ururau, Portal Ururau
07/01/2026 às 16h07

Críticas à independência do BC e ao poder dos bancos / Foto: Reprodução

O Banco Central do Brasil tornou se um verdadeiro monstro dentro da democracia. Essa deformação institucional se aprofundou a partir da lei que concedeu independência à autarquia, afastando a autoridade monetária de mecanismos essenciais de controle republicano. O problema ganhou contornos ainda mais graves com a liquidação do Banco Master.

Grande parte da mídia corporativa passou a atuar como linha auxiliar do sistema financeiro. O domínio é tão amplo que inclui a contratação de patrulhamento de influenciadores autônomos para defender narrativas específicas. Isso não é jornalismo. É picaretagem.

Chega se ao ponto de se sustentar que o Tribunal de Contas da União não teria legitimidade para fiscalizar o Banco Central. De onde surgiu essa heresia institucional? Desde quando um órgão criado pela Constituição estaria acima do controle de outro órgão constitucional? Seguindo essa lógica, o Banco Master deveria ser liquidado sem qualquer tipo de fiscalização, o que é absolutamente incompatível com o Estado Democrático de Direito.

Os banqueiros insistem em divulgar notas públicas em apoio irrestrito ao Banco Central. O motivo é evidente. Até agora, não vieram à tona os indícios que esclareçam quem são os responsáveis pela ascensão meteórica do Banco Master. Há fortes indícios de que o banco tenha sido impulsionado durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, com Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia.

Paulo Guedes, apontado como um dos donos do BTG Pactual, esteve envolvido em uma operação que resultou na compra de uma carteira de crédito do Banco do Brasil, com prejuízo manifesto à instituição pública. Ainda assim, o desespero da mídia chega ao ponto de a Febraban monitorar postagens para tentar agravar a situação dos administradores do Banco Master. A pergunta que precisa ser feita é simples. Do que a Febraban tem medo?

Quem, afinal, está sendo incomodado pelo Tribunal de Contas da União? A narrativa de ministros do Supremo Tribunal Federal falando reservadamente não se sustenta. Diga se os nomes. Caso contrário, trata se apenas de mais uma tentativa de desinformação.

Os defensores da Febraban e do Banco Central sustentam que essas instituições não podem ser investigadas. A Constituição da República não prevê esse tipo de blindagem. Ainda assim, setores da mídia corporativa se sentem autorizados a indicar como ministros do Supremo devem decidir ou despachar processos.

A Febraban precisa explicar a taxa Selic mantida em patamares excessivos pelo Banco Central, que vem sufocando a economia brasileira. Todas as previsões feitas pelo cerco midiático falharam. Como é possível que todos errem ao mesmo tempo? Tudo indica uma trapaça do sistema bancário, cujo custo recai sobre a população por meio dos impostos.

O Tribunal de Contas da União deve ao Brasil a realização da auditoria da dívida pública (Falamos disso AQUI), conforme determina o artigo 26 das disposições transitórias da Constituição de 1988. Quem vendia títulos do Banco Master e solicitava liminares na madrugada no Tribunal de Justiça do Rio, com censura prévia? Qual foi, afinal, a participação de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto na ascensão desse banco?

Essas são perguntas que provavelmente terão de ser respondidas pelo TCU. Hoje, o Banco Central se transformou em um monstro dentro da democracia brasileira. O verdadeiro medo dos banqueiros no Brasil é a atuação de um Judiciário independente.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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