O fechamento de agências bancárias do Itaú e do Bradesco no Rio de Janeiro tem provocado reclamações de clientes e mobilização sindical contra a redução do atendimento presencial. Denúncias apresentadas pelo dirigente sindical Herbert Christian apontam que o encerramento de unidades físicas tem gerado superlotação, longas filas e piora na prestação de um serviço considerado essencial para grande parte da população.
Na última sexta-feira (5), usuários registraram cenas de grande concentração de clientes na agência do Itaú número 0706, no Catete, na Zona Sul do Rio. Segundo relatos, a unidade passou a absorver parte da demanda de agências desativadas em bairros próximos, como o Flamengo.
Clientes afirmaram que a fila de atendimento se estendia para fora da agência mesmo após o horário de fechamento das portas, às 16h. Para o sindicato, a concentração do público em um número cada vez menor de pontos físicos tem aumentado o tempo de espera e imposto constrangimento especialmente a idosos, pessoas com deficiência, gestantes e usuários que não conseguem resolver todas as demandas pelos canais digitais.
O cenário pode se agravar nos próximos meses, segundo a representação sindical, diante da previsão de novos fechamentos, principalmente na rede do Bradesco. A avaliação é que as agências remanescentes já operam acima da capacidade e, em muitos casos, não oferecem estrutura adequada de acessibilidade.
Além do impacto sobre os consumidores, o sindicato afirma que a redução da rede física também afeta diretamente os bancários. Com menos funcionários para atender uma demanda ampliada, os trabalhadores relatam sobrecarga, pressão por produtividade e aumento do adoecimento ocupacional.
A categoria bancária está entre as que registram afastamentos relacionados a transtornos psíquicos, como ansiedade e síndrome de burnout, além de lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares, conhecidos como LER/DORT.
Diante da avaliação de que reclamações administrativas junto ao Procon, ao Banco Central e ao Ministério Público do Trabalho não têm produzido resposta suficiente, o movimento sindical pretende intensificar a cobrança por fiscalizações presenciais e aplicação de multas.
A articulação envolve parlamentares do Rio de Janeiro e deve mirar principalmente agências com filas excessivas, falta de acessibilidade, redução de funcionários e descumprimento de regras de atendimento ao consumidor.
Segundo o sindicato, a estratégia é aumentar o custo financeiro e institucional da política de fechamento de unidades, pressionando os bancos a reavaliar a redução do atendimento presencial.
O espaço permanece aberto para manifestação do Itaú e do Bradesco.
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