Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Justiça do Rio suspende leilão de imóvel desapropriado em Botafogo em 20 de junho de 2024

Leilão do prédio na Rua Barão de Itambi foi suspenso por decisão judicial; Prefeitura pretende usar imóvel para centro da FGV

Por Fabrício Freitas
20/04/2026 às 16h25

Imóvel na Rua Barão de Itambi, Botafogo, teve leilão suspenso pela Justiça em 20 de junho de 2024 / Foto: Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o leilão do imóvel na Rua Barão de Itambi, em Botafogo, em decisão do dia 20 de junho de 2024, atendendo a um pedido do Grupo Sendas, antigo proprietário do prédio.

O imóvel foi desapropriado pela Prefeitura do Rio para instalação de um centro de pesquisas vinculado à Fundação Getulio Vargas (FGV). A administração municipal publicou um novo decreto em março para reforçar a desapropriação, após uma suspensão anterior da Justiça. A 14ª Vara da Fazenda Pública havia autorizado a realização do leilão, mas a suspensão foi restabelecida após contestação do Grupo Sendas.

O vereador Pedro Duarte, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio e autor de uma das ações contra a desapropriação, confirmou a suspensão e afirmou que a decisão ainda não é definitiva, pois os desembargadores analisarão os argumentos das partes envolvidas. Segundo ele, os magistrados identificaram risco no avanço do leilão.

Conforme o Grupo Sendas, a desapropriação não está justificada porque o imóvel não estava abandonado e exercia atividade econômica. A empresa indicou que havia negociações para nova ocupação comercial, incluindo a possível instalação de uma unidade do supermercado Mundial.

Moradores e parlamentares da região também questionam a destinação do imóvel e a condução do processo pela Prefeitura, citando falta de transparência e justificativas insuficientes para a desapropriação.

Até a última atualização, o leilão segue suspenso, e o caso aguarda análise dos desembargadores que vão avaliar os pedidos do Grupo Sendas, da Prefeitura do Rio e de outras partes antes de definir o destino final do imóvel.

A decisão da segunda instância poderá confirmar a suspensão ou autorizar a retomada da desapropriação e do leilão. A Prefeitura não divulgou posicionamento adicional até o momento.

Fonte: Redação

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