Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Polícia

MP de Santa Catarina pede arquivamento do caso do "cão Orelha" após investigação

Ministério Público conclui que cão Orelha tinha condição preexistente e não sofreu maus-tratos

Por Fabrício Freitas
12/05/2026 às 23h49

Investigação descarta agressão ao cão Orelha em Florianópolis / Foto: Reprodução

MP pede que caso do cão Orelha seja arquivado Investigação pós-exumação indica que Orelha ficou debilitado por uma condição preexistente, sem relação com maus-tratos subtitles settings , opens subtitles settings dialog Beginning of dialog window.

O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento do inquérito sobre a morte do cão Orelha , na Praia Brava, em Florianópolis. O cachorro comunitário teve de ser sacrificado em janeiro, após aparentar ter sofrido agressões. De acordo com o MP, Orelha era portador de uma condição preexistente que levou ao seu estado debilitado de saúde.

A manifestação pedindo o arquivamento tem 170 páginas e foi assinada por 3 Promotorias de Justiça e protocolada perante o Juízo de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital na 6ª feira (8.mai.2026). Ainda segundo o MP, uma análise das câmeras de segurança realizada pela 10ª Promotoria de Justiça da Capital descartou que os adolescentes suspeitos de agredir Orelha tenham feito algo com o cão.

A informação foi divulgada nesta 4ª feira (12.mai.2026). O documento elenca as razões jurídicas e provas que justificam o requerimento do arquivamento. De acordo com uma publicação oficial do MP de Santa Catarina, a reconstituição da cronologia dos fatos indicou que, durante o período em que o adolescente suspeito de agressão estaria cometendo o ato, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros dele.

Isso contesta a tese de que ambos tenham ficado no mesmo espaço por cerca de 40 minutos, como afirmado nos relatórios policiais. As imagens analisadas na perícia também mostram que o cão mantinha plena capacidade motora quase uma hora depois do horário em que a investigação presumia a agressão.

O laudo pericial veterinário, feito depois da exumação do cadáver de Orelha, também nega a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos. Segundo o perito, não foi constatada qualquer fratura ou lesão compatível com ação humana, mas sim sinais de osteomielite (infecção óssea grave e crônica) na região maxilar esquerda.
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Fonte: Redação

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