Terça-feira, 05 de maio de 2026
Política

Deputado Thiago Rangel é preso em operação da PF que investiga fraudes na Educação

PF cumpre 7 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão contra fraudes na Educação do RJ

Por Fabrício Freitas
05/05/2026 às 08h06

Deputado Thiago Rangel detido em ação da Polícia Federal no Rio / Foto: Reprodução

Deputado Thiago Rangel é preso pela PF em operação que apura fraudes na Educação O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira (5) durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne , deflagrada pela Polícia Federal (PF).

A ação tem como foco apurar fraudes em processos de contratação de materiais e serviços, incluindo obras de reforma, no âmbito da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Ao todo, agentes saíram para cumprir sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em diferentes municípios do estado, como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Esquema de direcionamento de contratos Segundo as investigações, as irregularidades envolvem a Diretoria Regional Noroeste da Seeduc, apontada como área de influência política de Rangel. De acordo com a PF, houve direcionamento de contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e ligadas ao grupo investigado.

Após o recebimento dos recursos públicos, os responsáveis pelas empresas realizavam saques e transferências financeiras que, segundo a apuração, alimentavam uma rede de empresas vinculadas ao esquema. Parte dos valores desviados teria sido misturada a recursos lícitos em contas de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização criminosa.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Outro mandado de prisão expedido pelo STF teve como alvo o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que já se encontra preso. Desdobramentos de investigações anteriores A atual fase da operação teve origem na análise de materiais apreendidos nas etapas anteriores da Unha e Carne, iniciadas em dezembro de 2025.

Na ocasião, a investigação mirava o vazamento de informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho. Segundo a Polícia Federal, esses vazamentos teriam comprometido ações policiais e beneficiado investigados ligados à facção. O caso passou a integrar o contexto da ADPF 635, que trata de diretrizes para operações de segurança pública no estado.

Fonte: Redação

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