Quinta-feira, 07 de maio de 2026
Política

Investigação do transporte escolar envolvendo vereadores pode ter ido parar no Supremo

Investigação do transporte escolar envolvendo vereadores pode ter ido parar no Supremo

Por Fabrício Freitas
07/05/2026 às 01h33

Investigação da PF apura supostas irregularidades no transporte escolar de Campos / Foto: Reprodução

Uma investigação realizada a pedido da Polícia Federal de Campos dos Goytacazes, inquérito número 2022.0061541-DPF/Goy/RJ e processo cautelar número 0816221-75.2023.8.19.0014, Operação Stop, da Polícia Federal, relacionada a supostas fraudes praticadas por empresas envolvidas no certame ocorrido em 25/07/2022, pode ter ido parar no Supremo Tribunal Federal.

No início das investigações, no ano de 2023, a Polícia Federal requereu a cautelar de busca e apreensão e afastamento de sigilos junto à Vara Federal local, tendo o Ministério Público Federal se pronunciado no sentido de que a competência era da Justiça Estadual. Logo, o pedido foi distribuído à 3ª Vara Criminal de Campos.

Quais foram os alvos das buscas

De acordo com as investigações, os alvos foram os vereadores Maicon Cruz, Marquinhos do Transporte e Neide Mara Gomes Palmeira.

Consta que os beneficiários do ato administrativo seriam as empresas WD Empreendimentos Comerciais e Serviços Eireli, ML dos Santos Comércio e Serviços Eireli e M.A. Souza Transportes e Empreendimentos Ltda.

As supostas infrações estariam nos artigos 337-F e 288 do Código Penal Brasileiro.

As investigações apontam que teria havido sobrepreço de 300% no certame, com participação de interessados ligados ao processo, entre eles Thiago do Amaral Santos. O edital previa o atendimento de aproximadamente 20 mil alunos.

Os contratos foram suspensos, providência que foi revogada em 17 de abril de 2024.

Um dos principais elos envolvendo o vereador Maicon Cruz é o fato de a empresa Nossa Senhora Aparecida pertencer a Gustavo Martins, assessor de Maicon, dentre outras razões.

Conforme depoimento prestado por Frederico Tavares Rangel à Polícia Federal, em 09/11/2023, Neide Mara era indicada de Maicon Cruz. Frederico também afirmou que a citada “rota fantasma” tinha a participação de diretoras de escolas.

O juiz da cautelar, Dr. Gabriel Ferreira Ribeiro Gomes, a pedido da defesa, julgou a cautelar extinta em 22 de abril do ano em curso.

A defesa requereu que o juiz da causa impedisse o uso indevido do processo como instrumento de constrangimento político e afirmou que o vereador Maicon Cruz é candidato a deputado, fato inverídico, porque o registro de candidatura se inicia em julho, além de pedir o trancamento da ação penal.

Nunca existiu ação penal até o momento. O que existem são provas indiciárias colhidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Sucede que, com a prisão do deputado estadual Thiago Rangel Lima, no dia 05 de maio, o ministro Alexandre de Moraes decidiu, em sede de Petição 15.926-Rio de Janeiro, no Inquérito 5.020/RJ, procedente da ADPF 635, a conexão de crimes praticados em território do Rio de Janeiro, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio, como a prisão do deputado Thiago Rangel e outros personagens.

A informação do promotor de Justiça Sérgio Ricardo Fernandes Fonseca, em 20 de abril de 2026, dá conta de que a autoridade policial, a Polícia Federal de Campos, teria encaminhado à Justiça Federal o inquérito em que vereadores seriam investigados.

Logo, a cautelar da 3ª Vara Criminal de Campos foi extinta porque cumpriu a sua função processual naquele momento. Porém, não existe notícia de que o inquérito na Polícia Federal teria sido arquivado, bem como a competência deverá ser invocada pelo Supremo, em razão da clara conexão com a ADPF das Favelas.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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