Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Política

Wladimir critica suspensão do concurso da Educação e diz que decisão é “equivocada"

Prefeito acusa ativismo ideológico da Defensoria Pública e afirma que Prefeitura vai recorrer da suspensão

Por Fabrício Freitas
13/02/2026 às 14h30

Wladimir Garotinho afirma que medida da Justiça atende a ativismo ideológico da Defensoria Pública / Foto: Reprodução

O prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, se manifestou nas redes sociais nesta semana sobre a suspensão do concurso público da área da Educação do município, determinada pela 3ª Vara Cível a pedido da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

A decisão judicial atendeu a uma ação civil pública que questionou o percentual de vagas reservadas a candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas previsto no edital. O concurso estabelecia a reserva de 10% das oportunidades para esses grupos, percentual que, segundo a Defensoria, não garante igualdade de acesso, especialmente em um município que possui uma das maiores populações quilombolas do estado.

O certame previa cerca de mil vagas imediatas, além de cadastro de reserva, todas destinadas à rede municipal de ensino. A maior parte das oportunidades era voltada para professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, além de outras disciplinas da estrutura educacional do município.

Em seu perfil no Instagram, Wladimir classificou a decisão como equivocada e afirmou que a suspensão se baseia apenas na alegação de baixa oferta de cotas.

“É equivocada a decisão liminar que suspendeu o concurso da educação em Campos, a única alegação é ‘pouca oferta de cotas’. Vale lembrar que esse é o primeiro concurso da história da cidade a possuir percentual destinado a negros, indígenas e quilombolas, conforme lei encaminhada pelo Executivo e aprovada na Câmara de Vereadores, onde se definiu as regras”, escreveu o prefeito.

O chefe do Executivo municipal também criticou a atuação da Defensoria Pública no caso, afirmando que houve interferência externa motivada por posicionamento ideológico.

“Tal interferência externa, provocada pela Defensoria Pública, mais se assemelha com ativismo ideológico em querer impor suas convicções pessoais do que com a real missão institucional que deve ser exercida em defesa da população”, acrescentou.

Segundo Wladimir, a Prefeitura de Campos vai recorrer da decisão judicial para tentar reverter a suspensão. No entanto, ele reconheceu que os prazos do concurso, aguardado por milhares de candidatos, deverão ser adiados ou remarcados.

“A prefeitura vai seguir recorrendo da decisão, mas os prazos do tão esperado e sonhado concurso terão que ser remarcados e ou adiados”, concluiu.

A Defensoria Pública sustenta que o percentual de cotas deve refletir de forma mais fiel a composição racial e social do município, de modo a assegurar efetivamente o acesso de grupos historicamente excluídos aos cargos públicos.

A suspensão segue válida até nova decisão da Justiça.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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