O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos informou em 20 de junho de 2024 que solicitou a saída de um funcionário brasileiro do território americano. Segundo publicação na rede social X, o servidor teria tentado contornar mecanismos formais de cooperação jurídica relacionados à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.
O órgão ressaltou que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração dos Estados Unidos para evitar procedimentos legais de extradição e estender perseguições políticas no país. "Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso", afirmou a instituição.
Alexandre Ramagem foi detido em Orlando, Flórida, no início de junho, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão em ação sobre trama golpista. Ele permaneceu preso por dois dias e foi solto em 15 de junho de 2024. Ramagem foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e perdeu o mandato parlamentar após a condenação.
Após o julgamento no STF em 2023, o ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de pedido formal de extradição para os Estados Unidos em dezembro de 2025, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A prisão ocorrida em abril de 2024 decorreu de acordo de cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos, segundo a Polícia Federal.
O ex-deputado é considerado foragido da Justiça brasileira por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito.
Até a última atualização, a Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) não se posicionaram oficialmente sobre o pedido do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos. O órgão americano não especificou a identidade do funcionário brasileiro, mas a postagem indicou que se trata de um delegado da Polícia Federal envolvido na ação contra Ramagem.
O processo de extradição está em andamento, sem confirmação de resposta formal dos órgãos brasileiros sobre o pedido de saída do servidor. O caso mantém diálogo entre os governos e agências responsáveis do Brasil e dos Estados Unidos.
Os próximos passos envolvem o cumprimento do pedido dos EUA para que o servidor brasileiro deixe o país e o avanço do processo de extradição de Ramagem, conforme determinações judiciais brasileiras e internacionais.
O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA afirmou a necessidade de respeito às normas legais internacionais na cooperação jurídica e policial entre países, destacando que o controle migratório não pode ser manipulado para fins contrários a esses procedimentos.
Até o momento, Ramagem permanece nos Estados Unidos sob acompanhamento da Justiça americana, enquanto o procedimento de extradição segue conforme estabelecido pelas autoridades dos dois países.
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