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Petrobras fecha acordo para comprar 50% de bloco no pré-sal da Bacia de Campos

Negócio com a Equinor envolve o bloco Itaimbezinho, ainda sem produção, e depende de aval regulatório do Cade e da ANP

Por Fabrício Freitas
10/06/2026 às 21h44

Itaimbezinho fica a cerca de 190 quilômetros da costa do Rio e ainda está na fase de exploração / Foto: Divulgação/Petrobrás

A Petrobras celebrou contrato com a Equinor Brasil Energia para adquirir 50% de participação no bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Campos, a cerca de 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. O valor da operação não foi divulgado pelas empresas.

O bloco ainda está na fase exploratória e não produz petróleo. Atualmente, a Equinor detém 100% da área. Após a conclusão da transação, a companhia norueguesa permanecerá como operadora, com 50% de participação, enquanto a Petrobras ficará com os outros 50%.

A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) atuará como gestora do Contrato de Partilha.

A compra ainda não está concluída. O processo de cessão será submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A efetivação depende do cumprimento de condições precedentes e das aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis.

Parceria na Bacia de Campos

Segundo a Petrobras, a entrada em Itaimbezinho amplia as possibilidades de integração com outros ativos desenvolvidos em parceria com a Equinor na Bacia de Campos.

Entre eles estão o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe. Raia é apontado como o maior projeto de gás natural previsto para iniciar produção no país nesta década. Na licença de Jaspe, a Petrobras possui participação de 60%.

A estatal informou que a aquisição está alinhada ao Plano de Negócios 2026-2030 e à estratégia de recomposição das reservas de petróleo e gás.

A companhia pretende ampliar a exploração de novas áreas e manter a atuação conjunta com outras empresas do setor.

Bloco foi arrematado em 2025

A Equinor adquiriu Itaimbezinho em outubro de 2025, durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, promovido pela ANP.

A empresa venceu a disputa ao oferecer à União 6,95% do excedente em óleo.

Nesse modelo, vence a empresa ou o consórcio que oferece o maior percentual de excedente em óleo à União, respeitadas as condições estabelecidas no edital. A área permanece submetida ao regime de partilha de produção.

O Polígono do Pré-Sal, localizado no litoral do Sudeste, concentra a maior parte da produção brasileira de petróleo e gás.

Em abril de 2026, segundo o dado mais recente citado pela ANP, os campos do pré-sal responderam por cerca de 82% da produção nacional, com 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

O barril de óleo equivalente, identificado pela sigla boe, é uma unidade usada para somar a produção de petróleo e gás natural a partir de uma equivalência energética. A medida permite apresentar os dois produtos em um único volume comparável.

Fonte: Redação

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