A Petrobras celebrou contrato com a Equinor Brasil Energia para adquirir 50% de participação no bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Campos, a cerca de 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. O valor da operação não foi divulgado pelas empresas.
O bloco ainda está na fase exploratória e não produz petróleo. Atualmente, a Equinor detém 100% da área. Após a conclusão da transação, a companhia norueguesa permanecerá como operadora, com 50% de participação, enquanto a Petrobras ficará com os outros 50%.
A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) atuará como gestora do Contrato de Partilha.
A compra ainda não está concluída. O processo de cessão será submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A efetivação depende do cumprimento de condições precedentes e das aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis.
Parceria na Bacia de Campos
Segundo a Petrobras, a entrada em Itaimbezinho amplia as possibilidades de integração com outros ativos desenvolvidos em parceria com a Equinor na Bacia de Campos.
Entre eles estão o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe. Raia é apontado como o maior projeto de gás natural previsto para iniciar produção no país nesta década. Na licença de Jaspe, a Petrobras possui participação de 60%.
A estatal informou que a aquisição está alinhada ao Plano de Negócios 2026-2030 e à estratégia de recomposição das reservas de petróleo e gás.
A companhia pretende ampliar a exploração de novas áreas e manter a atuação conjunta com outras empresas do setor.
Bloco foi arrematado em 2025
A Equinor adquiriu Itaimbezinho em outubro de 2025, durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, promovido pela ANP.
A empresa venceu a disputa ao oferecer à União 6,95% do excedente em óleo.
Nesse modelo, vence a empresa ou o consórcio que oferece o maior percentual de excedente em óleo à União, respeitadas as condições estabelecidas no edital. A área permanece submetida ao regime de partilha de produção.
O Polígono do Pré-Sal, localizado no litoral do Sudeste, concentra a maior parte da produção brasileira de petróleo e gás.
Em abril de 2026, segundo o dado mais recente citado pela ANP, os campos do pré-sal responderam por cerca de 82% da produção nacional, com 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
O barril de óleo equivalente, identificado pela sigla boe, é uma unidade usada para somar a produção de petróleo e gás natural a partir de uma equivalência energética. A medida permite apresentar os dois produtos em um único volume comparável.
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