Segunda-feira, 20 de abril de 2026
Curiosidades

Júnior Moraes relata fuga da guerra na Ucrânia com apoio da Uefa em 2022

Ex-jogador detalhou dificuldades enfrentadas durante o conflito e o apoio na logística para a Moldávia

Por Fabrício Freitas
19/04/2026 às 22h03

Júnior Moraes em entrevista sobre a fuga da guerra na Ucrânia com apoio da Uefa e da Federação Ucraniana de Futebol / Foto: Reprodução

Júnior Moraes, ex-jogador do Corinthians e da seleção da Ucrânia, relatou sua experiência durante a guerra no país em 2022, destacando a dificuldade de sair da zona de conflito e o apoio recebido para chegar à Moldávia.

O conflito militar na Ucrânia começou em 2022 com a invasão russa. As operações ocorreram em diversas regiões ucranianas, afetando diretamente moradores e restringindo a circulação e acesso a suprimentos. Moraes, que é naturalizado ucraniano, explicou que no terceiro dia de conflito já perdeu a esperança de sair devido às condições na região.

"Foi uma situação que começou em 2022, quando fui dormir em paz e acordei com a guerra. Nos quatro primeiros dias, desde o primeiro ataque, já havia falta de combustível, escassez de alimentos, estradas bloqueadas e temperaturas de menos 12 graus. Todas as circunstâncias dificultavam nossa saída. No terceiro dia, já não tínhamos esperança de sair", afirmou o ex-atleta.

Durante quatro dias, Moraes, sua família e outros brasileiros tentaram sair sem sucesso. Ele mencionou que houve mobilização no Brasil para apoiar os brasileiros na região. "Muitas pessoas no Brasil, incluindo políticos e imprensa, tentaram ajudar. Sou grato a todos que se mobilizaram", acrescentou.

A saída dos brasileiros foi organizada pelo presidente da Uefa, Aleksander ?eferin, que com apoio da Federação Ucraniana de Futebol coordenou a logística para chegada à Moldávia, país vizinho à Ucrânia. O trajeto de trem, previsto para durar 8 horas, levou 16 horas devido a paralisações causadas por ataques e bombardeios.

"O presidente da Uefa conseguiu isso por meio da Federação Ucraniana de Futebol para organizar toda a logística. Pegamos um trem que deveria chegar em 8 horas ao destino final, mas levamos 16 horas. O trem parava frequentemente para aguardar a queda dos mísseis e bombas para continuar. Conseguimos chegar à Moldávia", relatou Moraes.

Até a última atualização, não há informações oficiais sobre a situação dos brasileiros ainda na Ucrânia nem sobre novas operações de resgate. Nem a Federação Ucraniana de Futebol nem a Uefa divulgaram outras ações similares até o momento.

A entrevista de Júnior Moraes foi concedida ao programa CNN Esportes S/A, edição 135, que abordou os impactos do conflito na vida de esportistas e brasileiros residentes na Ucrânia, além dos aspectos da indústria esportiva durante a guerra.

Fonte: CNN Brasil

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