Segunda-feira, 20 de abril de 2026
Economia

67% dos brasileiros estão endividados e taxa de juros eleva risco de inadimplência

Por Fabrício Freitas
19/04/2026 às 22h01

Pesquisa Datafolha mostrou que 67% dos brasileiros têm dívidas em 2023, agravadas pela taxa de juros elevada. / Foto: Reprodução

Uma pesquisa do Datafolha de 2023 indicou que 67% dos brasileiros possuem dívidas. O dado foi apresentado por Jeferson Bittencourt, líder de macroeconomia do ASA, em entrevista ao Agora CNN.

Jeferson Bittencourt afirmou que a taxa de juros alta no Brasil contribui para o aumento do endividamento, elevando situações de inadimplência e insolvência.

Ele explicou que, sob o ponto de vista macroeconômico, a taxa de juros é um fator determinante para que muitas pessoas entrem em inadimplência.

Bittencourt mencionou que, após o programa Desenrola lançado pelo governo federal em 2023, surgiram novos programas de crédito que aumentaram o volume de dívidas da população. "Temos taxas de juros mantendo-se em patamar elevado e novos programas de crédito para a população", afirmou.

O especialista assinalou que o endividamento tem diversas causas, incluindo o baixo poder de compra e o nível de renda da população, fatores que podem levar ao atraso no pagamento de despesas básicas para manter o consumo essencial.

Ele também destacou a falta de educação financeira como elemento que contribui para o crescimento do endividamento. "Muitas pessoas não têm informações suficientes ou conhecimento sobre os riscos do endividamento elevado, que pode se tornar impagável", disse.

Segundo Bittencourt, a população frequentemente contrai dívidas sem compreender plenamente a origem e as consequências dessa situação.

Sobre soluções para o cenário, ele afirmou que o primeiro passo para viabilizar taxas de juros mais baixas e uma saída estrutural do endividamento elevado é aceitar uma atividade econômica mais fraca e um ajuste fiscal duradouro. "O primeiro passo para termos taxas de juros menores e viabilizar uma saída estrutural do endividamento elevado é aceitar uma atividade econômica mais fraca e um ajuste fiscal duradouro", declarou.

Até o momento, o endividamento permanece alto no Brasil, e as taxas de juros continuam em patamares elevados, conforme informações do ASA e da pesquisa Datafolha.

O governo federal não se manifestou oficialmente sobre alterações nas políticas de crédito ou ajuste fiscal no contexto abordado.

O cenário indica que a população enfrentará desafios financeiros enquanto a taxa de juros permanecer elevada, agravados pela falta de educação financeira e pelas condições econômicas vigentes.

Fonte: CNN Brasil

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