Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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MST faz ato no Rio por assentamento em Campos dos Goytacazes

Movimento Sem Terra no Incra

Por Fabrício Freitas
16/04/2026 às 18h13

MST reuniu cerca de 150 pessoas para ato no Incra, no Centro do Rio / Foto: Jeff Augusto

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou na quarta-feira (15) uma manifestação na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Centro do Rio. Aproximadamente 150 integrantes participaram do ato, que teve como foco reivindicações relativas à reforma agrária e aos investimentos em assentamentos no estado do Rio de Janeiro.

Entre as demandas apresentadas, o MST pede a desapropriação de áreas para criação de um assentamento que beneficiaria 376 famílias do Acampamento 15 de Abril, localizado em Campos dos Goytacazes. De acordo com o movimento, essas famílias esperam há cerca de dois anos por uma definição sobre a regularização das terras.

Segundo representantes do MST, a transformação de acampamentos em assentamentos depende da transferência da posse da terra para o poder público, condição necessária para que as famílias tenham acesso a políticas públicas de reforma agrária, como crédito agrícola e reconhecimento formal da posse.

O movimento também solicitou a destinação de terras que pertencem a grandes devedores, entre elas propriedades ligadas à antiga Usina Barcelos, do Grupo Othon, e terras da Usina Sapucaia.

O ato faz parte das mobilizações do "Abril Vermelho", período em que o MST promove ações em diversos estados. Além da regularização fundiária, o movimento reivindica liberação de crédito para habitação e fomento agrícola, com atenção a mulheres, jovens e iniciativas ambientais. Também pediu investimentos em infraestrutura, como estradas, abastecimento de água e energia.

Outras demandas incluem apoio para agroindústrias, aquisição de equipamentos, melhoria no transporte e contratação de assistência técnica especializada. No estado do Rio de Janeiro, o MST organiza cerca de 1.600 famílias divididas em 20 assentamentos e um acampamento.

Em nota, a superintendência regional do Incra informou que parte das demandas está em análise e que outras serão avaliadas em conjunto com órgãos da União. Reuniões com áreas jurídicas foram agendadas para tratar dos pedidos apresentados pelo movimento.

Fonte: Redação

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