Caio Vianna voltou a aparecer em Campos. Como quase sempre acontece, o retorno veio em forma de vídeo nas redes sociais. Na gravação, ele conversa com uma moradora da região de Boa Vista e faz um apelo para que a Prefeitura providencie uma ambulância para atender a localidade, se mostrando oposição a quem até ontem lhe estendeu a mão.
Vianna está atualmente no mandato como suplente de deputado federal. Ainda assim, resolveu gravar um vídeo cobrando providências da Prefeitura para um problema que, se tivesse presença política consistente, poderia ao menos tentar ajudar de verdade.
O problema maior não é o vídeo. É o histórico.
Desde que entrou na vida pública, Caio construiu sua trajetória política apoiado em uma muleta antiga e repetida: “na época do meu pai”.
O pai, o ex-prefeito Arnaldo Vianna, deixou sua marca política em Campos. Isso ninguém discute. O problema é que o discurso parece ter parado no tempo.
Porque a pergunta que muita gente na cidade faz há anos continua sem resposta.
E Caio? O que Caio Vianna fez até hoje por Campos?
A resposta, para muitos, é direta: nada.
Sua presença política na cidade é rara. Sua atuação prática é praticamente inexistente. Entre Rio de Janeiro e Brasília, o suplente aparece pouco na cidade onde construiu sua base eleitoral e costuma reaparecer apenas quando o calendário eleitoral começa a se aproximar.
Agora, curiosamente, ele volta às redes sociais cobrando providências da Prefeitura. E faz isso mesmo se apresentando como aliado do prefeito Wladimir Garotinho.
Nos bastidores da política de Campos, Caio também carrega outra fama antiga: a de preguiçoso. Não são poucos os que ironizam dizendo que ele só começa a “acordar” para a política depois do meio-dia. Às vezes parece que o ritmo do mandato segue esse mesmo relógio.
O reaparecimento recente também alimentou comentários nos bastidores da cidade. Alguns interlocutores afirmam que a volta mais frequente de Caio a Campos não teria relação apenas com política.
Circula entre políticos e observadores locais que ele estaria tentando resolver um impasse envolvendo um apartamento onde mora Edilene, companheira de seu pai, Arnaldo Vianna, já falecido. Segundo esses comentários, haveria uma disputa envolvendo o imóvel.
Há quem lembre, inclusive, de episódios antigos envolvendo patrimônio familiar e conflitos pessoais que também teriam marcado momentos anteriores de sua vida privada.
São comentários de bastidores, mas o fato é que o reaparecimento repentino acabou reacendendo essas conversas na cidade.
No plano político, porém, a questão é simples.
Campos conhece bem seus personagens. Sabe quem aparece para trabalhar e quem aparece apenas para gravar vídeo.
Também sabe diferenciar quem constrói algo próprio de quem vive eternamente da frase “na época do meu pai”.
Se em algum momento Caio Vianna enfrentar um esvaziamento político em Campos, dificilmente será surpresa.
Porque, na avaliação de muita gente na cidade, duas características parecem acompanhar sua trajetória política há bastante tempo.
A ingratidão e a preguiça.
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