Terça-feira, 28 de abril de 2026
Polícia

CREA-RJ vai autuar empresa após morte em montagem de palco de Shakira no Rio

Fiscalização apontou falta de registro no Conselho e ausência de responsável técnico habilitado em serviço cenográfico

Por Fabrício Freitas
28/04/2026 às 05h37

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) informou nesta / Foto: Reprodução

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro informou que vai autuar e multar a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos após a morte de um operário durante a montagem do palco do show de Shakira, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. A apresentação está prevista para o dia 2 de maio.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (27), depois de uma fiscalização realizada no local. Segundo o CREA-RJ, a empresa responsável por serviços cenográficos não tinha registro regular no Conselho para executar atividades técnicas da área de engenharia. O órgão também apontou que não havia responsável técnico habilitado apresentado pela empresa.

O trabalhador Gabriel de Jesus Firmino morreu no domingo (26), após sofrer um acidente enquanto atuava na instalação da estrutura do evento. O caso ampliou a cobrança por fiscalização e protocolos de segurança em grandes montagens temporárias, especialmente em eventos de grande porte realizados em áreas públicas.

De acordo com o CREA-RJ, equipes do Conselho acompanham os trabalhos na estrutura desde o dia 7 de abril. Após o acidente, fiscais retornaram ao local nesta segunda-feira para coletar novas informações, verificar documentos e identificar as empresas envolvidas na execução dos serviços.

O superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra, afirmou que atividades técnicas com estruturas temporárias exigem profissionais habilitados e cumprimento das normas de segurança. O Conselho sustenta que esse tipo de serviço envolve risco e deve ter acompanhamento formal de responsáveis técnicos registrados.

Além da autuação contra a MG Coutinho Serviços Cenográficos, o CREA-RJ notificou a produtora Bônus Track, responsável pelo evento, para apresentar em até quatro dias a relação de empresas e profissionais contratados para atuar na montagem do show.

Entre os documentos solicitados estão razão social, CNPJ ou CPF, endereço, contratos firmados, período de vigência e notas fiscais dos serviços prestados.

As circunstâncias da morte de Gabriel de Jesus Firmino ainda serão apuradas pelos órgãos competentes. A investigação deve esclarecer a dinâmica do acidente, as responsabilidades das empresas contratadas e se todos os procedimentos de segurança foram cumpridos durante a montagem da estrutura.

Fonte: Redação

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