Polícia

Operação mira grupo que movimentou R$ 338 milhões com lavagem de dinheiro

Polícia Civil investiga uso de empresas de fachada, laranjas e saques em espécie

Por Fabrício Freitas
20/05/2026 às 08h16

Dinheiro foi apreendido durante a Operação Tarja Oculta no Rio / Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (20), a Operação Tarja Oculta para cumprir mandados contra investigados por lavagem de dinheiro, clonagem de cartões e outros crimes. Segundo a investigação, o grupo movimentou mais de R$ 338 milhões entre 2017 e 2022.

A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCC-LD). Ao todo, são cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em endereços nas zonas Norte e Oeste do Rio. Até a última atualização, uma grande quantidade de dinheiro em espécie havia sido apreendida, mas o valor ainda não tinha sido contabilizado.

De acordo com a Polícia Civil, os recursos teriam origem em golpes praticados por meio de clonagem de cartões de crédito. A investigação aponta que os valores eram movimentados por uma estrutura formada por ao menos 25 pessoas físicas e cinco empresas.

O trabalho policial começou em 2022, depois que uma instituição financeira comunicou movimentações consideradas atípicas. Um dos investigados tentou sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária localizada em um shopping na Zona Sudoeste do Rio. A operação chamou a atenção de órgãos de inteligência financeira e do setor de compliance do banco.

Segundo os investigadores, o grupo usava empresas de fachada, laranjas, contas de passagem, transferências bancárias sucessivas e saques fracionados para dificultar o rastreamento do dinheiro. A suspeita é de que os recursos obtidos de forma ilícita eram reinseridos na economia formal com aparência de legalidade.

As apurações também indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão em seis núcleos funcionais. A análise foi baseada em Relatórios de Inteligência Financeira, que apontaram movimentações incompatíveis com a renda declarada de parte dos investigados.

A operação conta com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB).

As diligências continuam para identificar toda a estrutura financeira usada pelo grupo, individualizar a participação dos investigados e rastrear a destinação dos valores movimentados.

Fonte: Redação

Últimas Notícias

EM ALTA

Todos os direitos reservados - Ururau Copyright 2008-2026 Desenvolvimento Jean Moraes