Terça-feira, 05 de maio de 2026
Polícia

Veja quem são os sete presos pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne

A operação prendeu Thiago Rangel, Rui Bulhões e outros investigados por suspeitas de fraudes em contratos da Educação no Rio

Por Fabrício Freitas
05/05/2026 às 11h35

Operação da PF mira suspeitas de fraudes em contratos da Educação no RJ / Foto: Reprodução

A 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (5), teve como alvo um grupo ligado a suspeitas de fraudes em contratos na área da Educação do Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão.

Entre os presos estão o deputado estadual Thiago Rangel Lima, apontado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa, e Rui Carvalho Bulhões Júnior, ex-chefe de gabinete e braço direito de Rodrigo Bacellar, deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Bacellar já estava preso por desdobramentos anteriores da mesma operação, mas também teve um novo mandado de prisão preventiva expedido nesta fase.

Segundo informações da investigação, a operação apura um esquema de direcionamento de contratos, ocupação de cargos estratégicos, fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro. A apuração passou por materiais apreendidos na Alerj, incluindo uma planilha chamada “PEDIDOS EM 12-04-23.xlsx”, que indicaria pedidos e ocupação de espaços políticos em órgãos públicos.

Os sete presos na operação

  • Thiago Rangel Lima

O deputado estadual Thiago Rangel Lima, do Avante, está entre os principais alvos da operação. Natural de Campos dos Goytacazes, ele iniciou a trajetória política como vereador e depois chegou à Assembleia Legislativa.

Segundo a Polícia Federal, Thiago Rangel seria o líder da organização criminosa investigada. O grupo é suspeito de manipular procedimentos de compra de bens e serviços, incluindo contratos ligados à Secretaria de Estado de Educação e a estruturas públicas de Campos dos Goytacazes.

A investigação também aponta suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. Esse ponto conecta a atual fase da Unha e Carne a elementos já investigados na Operação Postos de Midas.

  1. Rui Carvalho Bulhões Júnior

Rui Carvalho Bulhões Júnior foi preso nesta terça-feira. Ele é ex-chefe de gabinete e apontado como braço direito de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj.

Rui atuou ao lado de Bacellar em diferentes estruturas políticas, como a Fenorte, a Secretaria de Governo e a própria Assembleia Legislativa. Na Alerj, ocupou a chefia de gabinete da presidência da Casa durante a gestão de Bacellar.

Para os investigadores, Rui fazia parte do núcleo político responsável por acompanhar indicações, cargos e espaços de influência em órgãos públicos. A suspeita é que essa estrutura tenha servido para facilitar o direcionamento de contratos dentro da administração estadual.

  • Fábio Azevedo

Fábio Azevedo é apontado como assessor parlamentar ligado ao gabinete de Thiago Rangel na Alerj. Ele também foi preso na operação desta terça-feira.

De acordo com as informações da investigação, Fábio teria atuação na articulação política do grupo dentro da estrutura parlamentar. A apuração busca identificar de que forma o gabinete e as relações políticas eram usados para viabilizar pedidos, recursos e contratos associados ao esquema.

  • Jucy Gomes de Souza Figueiredo

Jucy Gomes de Souza Figueiredo também está entre os nomes presos na 4ª fase da Operação Unha e Carne. Ela é identificada como superintendente regional da Secretaria de Estado de Educação.

Segundo a investigação, Jucy atuaria na ponta administrativa do esquema dentro da área da Educação. A suspeita é que a estrutura regional da Seeduc tenha sido usada para favorecer empresas previamente indicadas pelo grupo investigado em contratos de obras, reformas e serviços em escolas estaduais.

A presença dela entre os alvos coloca a gestão regional da Educação no centro da apuração desta fase da operação.

  • Luiz Fernando

Luiz Fernando é apontado como braço direito operacional de Thiago Rangel em Campos dos Goytacazes. Ele também foi preso nesta terça-feira.

Nas informações da investigação, Luiz Fernando aparece como uma pessoa de confiança de Rangel na execução prática do esquema. A suspeita é que ele atuasse na interlocução com operadores, empresas e pessoas usadas para movimentar recursos ligados ao grupo.

  • Marcos Aurélio

Marcos Aurélio está entre os presos da operação. Segundo as informações reunidas na investigação, ele aparece vinculado à gestão financeira de empresas ligadas ao grupo.

A apuração trata Marcos Aurélio como um dos possíveis operadores envolvidos na movimentação de valores. A suspeita é que parte dos recursos desviados tenha sido misturada a dinheiro lícito em contas de empresas, especialmente no setor de postos de combustíveis.

  • Vinícius de Almeida

Vinícius de Almeida também foi preso na 4ª fase da Unha e Carne. Ele é apontado como integrante do núcleo de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal.

Segundo as informações da apuração, Vinícius atuaria como nome interposto, usado para ocultar patrimônio e movimentações financeiras atribuídas aos líderes do grupo. A investigação busca identificar o papel dele na estrutura de empresas e contas usadas para movimentar os valores suspeitos.

Rodrigo Bacellar teve novo mandado

Além dos sete presos, a operação também teve novo mandado de prisão preventiva contra Rodrigo Bacellar, deputado estadual e ex-presidente da Alerj. Ele já estava preso por desdobramentos anteriores da Operação Unha e Carne.

A investigação atual nasceu da análise de materiais apreendidos em gabinetes e instalações vinculadas a Bacellar na Assembleia Legislativa, na Rua da Ajuda, no Centro do Rio. Entre os documentos encontrados, a Polícia Federal identificou a planilha “PEDIDOS EM 12-04-23.xlsx”.

O arquivo, segundo a apuração, reunia nomes de políticos e campos como “o que tem” e “o que está pedindo”, em referência a cargos e espaços de influência em órgãos públicos considerados estratégicos.

Suspeita de fraudes e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal investiga se o grupo usava influência política sobre órgãos públicos para direcionar contratos e favorecer empresas previamente selecionadas. Na área da Educação, a apuração mira contratos de obras, reformas e serviços em escolas estaduais.

Outro ponto da investigação envolve a suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. Segundo a apuração, valores desviados de contratos públicos teriam sido inseridos no sistema financeiro por meio de empresas ligadas ao grupo.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

A operação segue em andamento, e a Polícia Federal ainda deve detalhar os materiais apreendidos, a participação atribuída a cada investigado e os próximos passos da apuração.

Fonte: Redação

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