Terça-feira, 05 de maio de 2026
Polícia

Porsche do deputado Thiago Rangel é apreendido pela PF em operação no Rio

Veículo de luxo teria sido comprado recentemente pelo deputado, preso em investigação sobre fraudes, lavagem de dinheiro e rede de postos

Por Fabrício Freitas
05/05/2026 às 12h42

Porsche preto foi apreendido pela Polícia Federal durante operação contra Thiago Rangel / Foto: Reprodução

A Polícia Federal apreendeu um Porsche preto durante a operação que prendeu, nesta terça-feira (5), o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante. O veículo de luxo, segundo a investigação, teria sido adquirido recentemente pelo parlamentar, apontado como líder de uma organização criminosa suspeita de fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro.

A apreensão ocorreu no mesmo dia em que a PF deflagrou a 4ª fase da Operação Unha e Carne. A ação teve como base decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados ligados ao esquema.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo comandado por Thiago Rangel teria usado uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro oriundo de desvios de recursos públicos. A investigação aponta o uso de laranjas e testas de ferro para ocultar a real movimentação financeira e o patrimônio dos envolvidos.

A defesa de Thiago Rangel informou que desconhece a apreensão e a origem do veículo. Em nota, também afirmou que recebeu a operação com surpresa, que está tomando conhecimento dos fatos e que o deputado nega a prática de ilícitos.

Segundo a decisão que autorizou a operação, a investigação teve início a partir da perícia em um computador apreendido no gabinete de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Bacellar já estava preso em desdobramentos anteriores da mesma operação e também teve novo mandado de prisão preventiva expedido nesta fase.

Os investigadores apontam que a organização criminosa liderada por Thiago Rangel teria como objetivo manipular procedimentos de compra de bens e serviços na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes e na Empresa Municipal de Habitação, a Emhab. O esquema, segundo a apuração, teria provocado desvio de recursos públicos em favor do grupo investigado.

A Polícia Federal também apura se valores desviados foram inseridos na rede de postos de combustíveis administrada por pessoas ligadas a Thiago Rangel. Para os investigadores, os postos teriam servido como estrutura para misturar recursos de origem lícita e ilícita.

Outro ponto citado na investigação envolve supostas ameaças violentas contra desafetos políticos. A conclusão, segundo a apuração, aparece em registros de conversas analisados pela Polícia Federal entre investigados do esquema.

Com base nos elementos reunidos, Alexandre de Moraes autorizou a prisão preventiva de sete envolvidos, buscas em endereços ligados aos investigados e o afastamento de Thiago Rangel das funções públicas enquanto a apuração estiver em andamento.

Além de Thiago Rangel, a nova fase da operação também atingiu pessoas próximas ao parlamentar e ao núcleo político ligado a Rodrigo Bacellar. Entre os alvos estão Rui Carvalho Bulhões Júnior, ex-chefe de gabinete e braço direito de Bacellar, além de nomes apontados como operadores políticos, administrativos e financeiros do esquema.

A Assembleia Legislativa informou que está à disposição das instituições para colaborar com o esclarecimento dos fatos. Já a Secretaria de Estado de Educação afirmou que realiza uma revisão administrativa de procedimentos relacionados a obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual.

A Seeduc informou ainda que passou a adotar limite de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. Obras acima desse valor deverão ser tratadas como intervenções de maior porte e executadas pela Empresa de Obras Públicas, a Emop-RJ.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A operação segue em andamento, e a Polícia Federal ainda deve detalhar os materiais apreendidos e a participação atribuída a cada alvo.

Fonte: Redação

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