Política

Alerj convoca Wellington José para vaga de Thiago Rangel após decisão do STF

Convocação restabelece quórum da Alerj com 70 deputados em exercício

Por Fabrício Freitas
22/05/2026 às 10h57

Wellington José assume vaga de Thiago Rangel na Alerj após decisão do STF / Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) oficializou a convocação de Wellington José, do União Brasil, para assumir a vaga deixada pelo deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, afastado e preso desde o início do mês. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Legislativo nesta sexta-feira (22) e visa restabelecer o quórum completo da Casa, que volta a contar com 70 parlamentares em exercício.

Thiago Rangel foi afastado após uma decisão cautelar da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência das investigações da Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Segundo a PF, Rangel é apontado como líder de uma organização criminosa suspeita de fraudes em contratos de obras e serviços da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro.

A investigação indica que o grupo teria desviado recursos públicos da Educação, além de praticar caixa dois eleitoral e lavagem de dinheiro, utilizando empresas e postos de combustíveis para ocultar a origem dos valores. Com o afastamento de Rangel, a Mesa Diretora da Alerj convocou o primeiro suplente da chapa eleita em 2022, Wellington José, que disputou as eleições pelo Podemos ao lado do deputado afastado.

A Assembleia informou que Rangel permanecerá afastado enquanto a decisão do STF estiver vigente e que a convocação do suplente é necessária para garantir o funcionamento pleno das votações e atividades legislativas. Wellington José nasceu em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio, e iniciou sua trajetória política em projetos sociais ligados a igrejas católicas da região.

Ele também atuou na Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro e em outros órgãos públicos municipais e estaduais, participando de ações voltadas para jovens em situação de vulnerabilidade social. A convocação ocorre durante repercussão da Operação Unha e Carne, que tem provocado impactos políticos na Assembleia Legislativa e aumentado a pressão sobre contratos relacionados à Educação no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Redação

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