A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Alerj, realiza nesta sexta-feira (17) a eleição do novo presidente em meio a um cenário de tensão política, marcado pelo confronto entre o Partido Liberal (PL), que detém a maioria, e partidos alinhados ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual. A disputa é influenciada pela intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) no Palácio Guanabara, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) para concorrer ao Senado.
Contexto político no Rio de Janeiro
O PL defende a candidatura do deputado Douglas Ruas e propõe voto aberto para a escolha, sob o argumento de transparência entre os parlamentares. Já o grupo ligado a Paes, formado por PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PC do B e PV, lançou o deputado Vitor Junior (PDT) como candidato, com apoio do PSOL. Paes defende o voto secreto como forma de proteger os parlamentares de pressões políticas.
A disputa na Alerj reflete o quadro político no Palácio Guanabara, que se tornou palco das articulações para as eleições estaduais de 2026. A saída de Cláudio Castro do governo e a ação do STF tornam estratégico o controle do Legislativo para influenciar decisões políticas no estado. O embate entre o PL, partido do ex-governador, e os aliados de Paes simboliza o confronto entre duas forças que planejam disputar o governo do Rio.
Disputa entre PL e aliados de Paes
Com o PL majoritário, a eleição para a presidência será disputada e levanta dúvidas sobre a capacidade de articulação do grupo de Paes no campo de oposição dentro do Legislativo. O resultado pode impactar as negociações para a formação das chapas estaduais e definir o protagonismo político na reta final da campanha.
A disputa entre voto aberto e voto secreto expõe o receio dos deputados diante de pressões externas e possíveis retaliações. A definição do modelo eleitoral poderá indicar o grau de autonomia da Alerj diante de interferências partidárias e institucionais.
Além disso, a escolha do novo presidente pode influenciar a agenda legislativa e as políticas públicas prioritárias no estado, com reflexos sobre municípios, inclusive a capital, além de regiões econômicas estratégicas, como o Norte Fluminense e o entorno do Porto do Açu.
Assim, a eleição para a presidência da Alerj não se resume a uma disputa interna. Trata-se de um movimento com peso central na configuração política estadual e com potencial para influenciar diretamente a corrida pelo governo do Rio nas eleições de 2026.
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