A pesquisa Quaest divulgada no final de abril de 2026 apresenta um panorama detalhado das eleições para governador em 11 estados brasileiros, evidenciando desde favoritismos consolidados até cenários de alta indefinição. No Paraná, o senador Sergio Moro lidera com 35% das intenções de voto, beneficiado pela aprovação de 80% do governador Ratinho Junior, que encerra seu mandato com forte influência sobre a sucessão, considerada legítima por 64% dos eleitores. Já em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo aparece à frente com até 37%, mas o cenário permanece incerto, com 60% dos eleitores ainda podendo mudar de voto.
Na Bahia, a disputa está tecnicamente empatada entre o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), com 37% e 41% das intenções de voto, respectivamente. Apesar da liderança apertada, Jerônimo mantém aprovação de 56%, embora enfrente rejeição de 42%, maior que a de seu adversário. O alinhamento político nacional influencia o estado, onde 47% dos eleitores preferem um governador alinhado ao presidente Lula, enquanto 16% optam por um aliado de Bolsonaro.
No Ceará, a disputa é marcada pela escolha do PT entre o senador Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas. Camilo lidera com 40% contra 33% de Ciro Gomes (PSDB), enquanto Elmano tem 53% de aprovação administrativa. Em simulações de segundo turno, Camilo venceria Ciro por 44% a 39%, e Ciro superaria Elmano por 46% a 35%. A influência nacional também é relevante, com 43% dos eleitores preferindo um governador aliado a Lula.
No Espírito Santo, a pesquisa indica empate técnico entre quatro pré-candidatos: o ex-governador Paulo Hartung lidera com 19%, seguido pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, com 18%, e pelo vice-governador Ricardo Ferraço e senador Magno Malta, ambos com 15%. A rejeição é maior para Magno Malta, com 46%. A indefinição é alta, com 60% dos eleitores podendo mudar de voto até a eleição.
Em Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) lidera com 33%, apoiado pelo legado do ex-governador Ronaldo Caiado, que encerrou seu mandato com 84% de aprovação. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo com 21%, mas é o mais rejeitado, com 50%. Em simulação de segundo turno, Vilela venceria Perillo por 46% a 27%.
No Pará, a disputa está equilibrada entre o deputado Dr. Daniel Santos (Podemos) e a governadora Hana Ghassan (MDB), com índices próximos entre 19% e 24%. Hana assumiu após a renúncia de Helder Barbalho, que teve 63% de aprovação, mas apenas 33% dos eleitores a associam a ele. A indecisão chega a 33%, e no segundo turno, os candidatos permanecem tecnicamente empatados.
No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera com 34% a 40% das intenções de voto, seguido por Douglas Ruas (PL) e Anthony Garotinho (Republicanos). O cenário é influenciado pelo desgaste da gestão anterior, com o ex-governador Cláudio Castro renunciando e sendo declarado inelegível. A desaprovação do governo anterior é de 47%, e 43% dos eleitores desejam mudança completa.
No Rio Grande do Sul, a disputa está aberta, com empate técnico entre Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), com 24% e 21%, respectivamente. A indecisão é alta, com 34% dos eleitores ainda sem definição e 68% podendo mudar de voto. O governador Eduardo Leite (PSD) tem 51% de aprovação, mas 49% dos eleitores não acreditam que ele merece eleger um sucessor.
Em Pernambuco, o ex-prefeito João Campos (PSB) lidera com 42%, contra 34% da governadora Raquel Lyra (PSD). Apesar disso, Raquel tem 62% de aprovação e 57% acreditam que merece reeleição. O alinhamento nacional é decisivo, com 47% preferindo um governador aliado a Lula, favorecendo João Campos.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 38% a 40%, seguido pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT), com 26% a 28%. Tarcísio tem 54% de aprovação e venceria Haddad em segundo turno por 49% a 32%. Haddad enfrenta rejeição de 58%, a maior entre os candidatos, enquanto Tarcísio tem 38%. A decisão de voto está dividida, com 48% dos eleitores decididos e 51% podendo mudar.
O levantamento da Quaest revela que as eleições para governador em 2026 apresentam cenários diversos, com estados em que o apoio a candidatos ligados a governos anteriores é forte, enquanto em outros a indefinição e a influência da política nacional são determinantes para o resultado final.
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